246 – Shi – Vol. 2 – Zidrou, Homs – Uma história mais sangrenta e violenta do que costuma ser habitual para o autor, em que o foco vai intercalando sobretudo entre três mulheres, que dada a sua condição feminina optam por medidas extremas para conseguirem manipular e obter a sua vingança. A história possui traços de fantasia, com desenhos excelentes, resultando em belíssimas e lascivas páginas.
247 – Butterfly chronicles – João Mascarenhas – A história começa com um tom mais efémero e poético, optando por depois se decidir por uma linha mais concreta, intercalando robótica com engenharia genética ao se focar em investigação, num mundo futurista onde se lida com memória, humanidade e ética;
248 – Umbra – Vol. 5 – Vários autores – A revista tem mais uma edição de histórias que tocam na ficção especulativa de várias formas. O conjunto costuma ser de qualidade, dando espaço a vários autores portugueses, destacando-se também pela edição que ultrapassa o das usuais zines;
249 – Caderno de memórias coloniais – Isabel Figueiredo e Júlia Barata – A personagem explora a figura paterna que viveu nas colónias, confrontando o lado do pai com as perspectivas racistas. A história pega ainda na experiência de retorno de quem teve de sair das colónias para Portugal, recebendo comentários ressabiados sobre uma realidade que desconheciam, resultado do confronto de experiências onde não se trata de ter razão, mas de ter perspectivas incompletas;
250 – Os trabalhadores do mar – Michel Durand, Victor Hugo – Adaptação do romance de Victor Hugo (não li o original) que se revela estrondosa. Percebemos a estranheza da personagem principal, a demanda megalómana que se sucede, a exploração da natureza dos homens e das vontades das marés. Visualmente é um trabalho brutal, numa edição cuidada com extras variados;
251 – Os Lunáticos – Adam Fyda, Marek Ospalski – A história pega no entusiasmo humano em relação à lua para acompanhar uma expedição ficcional onde um grupo de cientistas pretende explorar o lado escuro da lua, crentes que lá se esconde toda uma civilização onde podem sobreviver e deslumbrar-se. A progressão é menos idílica, começando com uma aterragem na localização errada, e que os leva por percursos imprevistos num terreno acidentado, desconhecido e alienígena.