Novidade: Guardiões da Galáxia – Vol. 3

Encontra-se nas banca, desde ontem, o terceiro volume da série Guardiões da Galáxia! Deixo-vos a sinopse, bem como detalhe de conteúdo e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

OS GUARDIÕES PRECISAM DE AJUDA. Os Guardiões da Galáxia têm uma das mais complexas missões da sua história… procurar e proteger as­ pedras do infinito que têm estado em local incerto. Para complicar o cenário, parte da alma de­ Gamora está aprisionada na pedra da alma e o jardineiro mostra-se como responsável pelo estado mais débil de Groot. Como se tudo isto não fosse suficientemente duro para uma equipa à beira de ­rutura, Loki aparece em cena para se aproveitar dos esforços do nosso gangue. Precisará a equipa de um novo guardião que os ajude a cumprir a missão?

Conteúdo:

ALL NEW GUARDIANS OF THE GALAXY (2017) #3, #5, #7, #9 E #11-12 — POR GERRY DUNGAN, FRAZER IRVING, CHRIS SAMNEE,
GREG SMALLWOOD, MIKE HAWTHORNE, ROLAND BOSCHI, ROD REIS

Resumo de leituras – Agosto de 2018 (1)

128/129 – Deadpool – misturada sem juízo / Guerra, paz e batatada – Os títulos resumem bastante bem o que encontramos nestes dois números de Deadpool, uma mistura de acção despardalada com tentativas de acção contra Deadpool, uma personagem inesperada e sem inibições;

130 – Calipso – Cosey – Através de um filme de culto, um homem recorda a paixoneta adolescente que teve pela jovem protagonista, ainda antes de esta ser conhecida no cinema. Alimentado por esta recordação procura-a, descobrindo-a num lar, presa a uma cadeira de rodas e com a fortuna administrada por uma personagem que julga duvidosa. Não correspondem ao meu estilo preferido de desenho, trata-se de um volume mirabolante, carregado pelo sentimento de nostalgia pela adolescência e pela juventude que já não regressa;

131 – A chave Gaudí – Esteban Martín e Andreu Carranza – Neste romance ao estilo do código Da Vinci, o autor apresenta várias teorias em torno das obras de Gaudí, fazendo-o parte de um culto religioso de boas intenções. Assassinos a soldo ou a prazer, tiros, torturas e amor – o romance cruza estes elementos para dar maior velocidade ao enredo, como forma de contralançar as componentes mais pausadas que correspondem às teorias em torno dos edifícios. O resultado tem componentes interessantes, mas a estratégia narrativa adoptada não é para mim.

O jogo – Carmo Cardoso & José Machado / O Farol Intergaláctico – João Pedro Oliveira

Eis os mais recentes contos publicados na colecção Barbante! Tratam-se de duas histórias de ficção científica, a primeira uma história com traços de horror, na perspectiva de um prisioneiro que joga sabendo que o preço a pagar pela derrota é a vida. Decorrendo no futuro, é um malicioso jogo gerido por alguém que detém todo o poder.

O segundo conto foi o que mais me cativou (tanto que falei dele na palestra sobre ficção científica portuguesa no Sci-fi LX). Nesta história um homem visita um amigo, mas tendo viajado pelas estrelas apenas umas semanas encontra-o velhote, pois, para ele, passaram décadas. O conto usa a relatividade do tempo. O tema não é novo mas é tratado de forma envolventee provoca uma certa nostalgia no leitor.

A colecção Barbante é publicada pela Imaginauta e lança pequenas histórias enquadradas nos géneros da ficção especulativa neste pequeno formato, permitindo a disponibilização bastante acessível (50 cêntimos) de boas histórias. A colecção encontra-se aberta a submissões e, claro, os autores publicados não têm de pagar nada pela publicação das suas histórias.

Novidade: Gente de Dublin

Gente de Dublin é o volume desta semana da colecção novela Gráfica! Deixo-vos a sinopse, bem como algumas páginas disponibilizadas pela editora:

Gente de Dublin, é um romance gráfico centrado na vida de uma das grandes figuras literárias do século XX, James Joyce,  com publicação a 1 de Agosto.

Para levar a cabo Gente de Dublin, Alfonso Zapico, prémio autor revelação em 2010 no Salão Internacional do Comic de Barcelona, investigou durante três anos, com obsessão absoluta pelos detalhes da vida e obra deste génio universal da Literatura que foi James Joyce.

Zapico começa por contar a azarada vida do pai de James, John Joyce, a sua infância e adolescência… até à idade adulta. Deste modo o leitor tem oportunidade de assistir a todo o tipo de anedotas e experiências, narradas de forma magistral, e com um desenho elegante, onde se vê reflectida a época com todo o seu esplendor histórico. É também uma viagem cativante de comboio através de Dublin, Trieste, Paris e Zurique, as cidades por onde passou  o  escritor irlandês, além de mostrar também outros aspectos da vida quotidiana, como a moda da época. Um verdadeiro trabalho de erudição documental que não deixará o leitor indiferente.

Ao longo da história assiste-se também ao encontro de Joyce com personalidades como  Henrik  Ibsen,  WB  Yeats, Ezra Pound, HG Wells, Bernard Shaw, TS Eliot, Virginia Woolf, Paul Valéry, Marcel Proust, Ernest Hemingway, Samuel Beckett, Sergei Eisenstein, Henri Matisse, André Gide, Le Corbusier e até Lenine.

Este  trabalho  valeu  ao  desenhador  e ilustrador  asturiano  o  Prémio  Nacional del Comic, a mais elevada distinção espanhola  para  uma  novela  gráfica,  no ano de 2012.

 

 

 

Kickstarter – to back or not to back

Todos os dias surgem iniciativas apelativas, quer a nível de jogos, quer a nível de livros. É uma forma bastante interessante de garantir a viabilidade de um projecto e de conseguir um exclusivo por bom preço. Em Portugal recordo dois exemplos de sucesso: H-Alt e E-Primatur (que usa a angariação como parte do modelo de negócio para dar acesso aos livros por menor preço para quem apoia antecipadamente).

A nível de livros, a minha experiência tem sido muito positiva. Apoiei alguns livros de autores iniciantes, bem como a publicação de edições especiais que acabaram por dar acesso a todos os números anteriores da revista Lightspeed, uma das revistas que mais aprecio na ficção científica. Ainda na área dos livros, recordo, também, o livro de Becky Chambers, The Long Way to a Small Angry Planet,  que foi publicado inicialmente neste sistema, mas que teve tanto sucesso que a Hodder & Stoughton comprou os direitos da trilogia e já vai no segundo volume.

O n.º1 no boardgamegeek é o Gloomhaven, um jogo que foi lançado por Kickstarter

Se, por um lado, as boas intenções de quem lança o kickstarter não são garantia de que o projecto seja bem concretizado ou, sequer, de que seja concretizado, por outro há quem queira aproveitar-se deste método de angariação para apenas realizar dinheiro fácilsem intenção de entregar seja o que for. Existe sempre um risco associado ao dinheiro investido. No caso dos livros, os valores costumam ser  baixos, principalmente se estivermos a falar de uma versão digital. Já no caso dos jogos de tabuleiro, os valores podem rondar facilmente os 100€ e convém ter maior cuidado a seleccionar os projectos.

O apoio a jogos ou livros em fase de plano pode ter bons retornos. Dou o exemplo recente de Everdell que chegou recentemente a casa dos investidores antes do esperado, e que tem recebido grandes elogios. Por outro lado, existem outros que se atrasam largos meses, ou que simplesmente desaparecem com o montante angariado.

Blood rage encontra-se no 23º lugar no top

O que provocou esta entrada? O recente flop do Overturn. Graficamente apelativo, com excelente apresentação , a iniciativa parecia ter tudo para dar certo e chegou a atingir o valor necessário. Mas alguns apoiantes reconheceram o texto de apresentação de outro jogo, bem com o livro de  regras. Depois desta quebra de confiança, as respostas dos angariadores também não foram satisfatórias. A iniciativa terminou com a própria plataforma a cancelar a angariação.

Overturn

Mais recentemente, outra iniciativa gerou polêmica – apesar de citar nomes conhecidos na indústrica e, até, uma boa editora, a combinação com ser um projecto indie está a levantar suspeitas, sendo que novos olhares mais atentos captaram nomes mal escritos e, novamente, incoerêncas nas respostas dos organizadores.

Os sinais suspeitos são mais evidentes nalguns casos (e no caso de Overturn, não fosse terem copiado textos de outros jogos, duvido que tivessem sido percebidos) e eis alguns óbvios:

Angariadores sem referências no meio

Quer no mundo dos livros, quer no mundo dos jogos de tabuleiro, os possíveis autores costumam ser conhecidos no meio – nem que seja localmente. É de estranhar se os nomes não aparecerem associados a mais iniciativas ou não forem referidos por pessoas da mesma comunidade.

Referência a autores ou editoras

Algumas editoras utilizam esta forma de financiamento para o lançamento de projectos para os quais o orçamento anual não chega. Quem apoia estes projectos normalmente tem a garantia de saber que existe uma equipa mais profissional por detrás, sabendo que estarão a pôr em causa os restantes projectos da empresa caso não concretizem o do Kickstarter.

Se o projecto que pretendem apoiar tiver referência a autores ou editoras conhecidas, mas estes não tiverem publicamente apoiado o projecto, o melhor é entrar em contacto directo e questionar se possuem relação com o projecto. Caso não tenham, decerto irão denunciar a falsa menção.

Projectos sem referências de valor elevado

Caso o projecto não tenha relação com autores conhecidos e estiverem a pedir um valor avultado para um grande projecto, também desconfio. É raro alguém totalmente novo no meio começar por projectos megalómanos. No mínimo, tenta envolver outros com conhecimento. Se a iniciatia mencionar bloggers, o melhor é perguntar o quão bem conhecem os organizadores ou a iniciativa, e que material receberam para a avaliação. Decerto respondem – até porque ninguém quer ser associado a um projecto que burla investidores.

Muito por pouco

Outro sinal de alerta (associado a falta de referências ou referências não verificadas) é a oferta de grande qualidade e quantidade de elementos por pouco montante. Ou, no caso dos livros, de grande qualidade de impressão por valores absurdos. Principalmente se não existirem razões óbvias para isso.

Outros projectos dos mesmos autores

E claro – verificar se existem projectos anteriores das mesmas pessoas e pesquisar informação de como correu a entrega e comentários sobre o produto final.

Questionem

Têm dúvidas em relação à entrega? Ou de como irão concretizar o projecto? Questionem. Alguém que tenha um projecto bem pensado não terá problemas em responder e justificar valores ou datas. É o dinheiro do investidor que está em causa.

Resumo de Leituras – Julho de 2018(5)

124 – Amatka – Karin Tidbeck – É difícil encontrar uma temática minimamente original mas em Amatka encontramos alguns elementos interessantes e originais! Numa sociedade de regime autoritário, ligeiramente distópica, os objectos precisam de ser recordados constantemente para manter a sua forma, e quem não toma cuidado para que assim seja, é um traidor, dado que é esta constante manutenção da forma que se torna o centro da sociedade, a forma de manter uma ilusão contra a qual muitos se rebelam;

125 – 7 vidas – diário de vidas passadas – André Diniz e Antonio Eder – O autor apresenta a sua própria experiência com a regressão e a forma como esta o ajudou com episódios de aflição que sofria de vez em quando. Vida após vida, as regressões mostram-lhe o que foi anteriormente, e como as várias existências se interligam;

126 – Os fabulosos feitos de Fantomius – Vol.1 – Num formato maior do que é habitual, e com maior qualidade de impressão, a Goody lançou recentemente três novas séries Disney. Este primeiro de Fantomius centra-se numa personagem interessante, um ladrão inteligente que tece os mais complexos golpes, para dar aos pobres o que ricos convencidos amealham. Trata-se de um volume com extras (arte e entrevistas) que se afasta dos típicos volumes Disney;

127 – Free Lance – Diogo Carvalho e Nimesh Moraji – Com a disponibilização, na Convergência, de uma série de livros de edição de autor ou de pequenas editoras, adquiri este Free Lance, um pequeno volume com duas histórias de um cavalheiro oportunista onde são tornados cómicos alguns episódios típicos das histórias de cavalheiros.

O corpo dela e outras partes – Carmen Maria Machado

Nomeada para vários prémios, entre os quais um Nebula (e na semana passada, um World Fantasy Award), Carmen Maria Machado possui contos publicados em várias revistas de ficção especulativa e uma colectânea. E eis algo que nunca pensei ver publicado em Portugal – a colectânea, de nome O corpo dela e outras partes.

Trata-se de um conjunto de histórias com elementos de ficção especulativa (desde horror a ficção científica e fantástico), mas o que surpreende é a forma como entrelaça a sexualidade das suas personagens. Encontramos heterossexuais, homossexuais ou bissexuais em semelhante proporção, em contextos quase banais, sendo que o que distingue do banal se deve aos elementos fantásticos.

Se, na primeira história acompanhamos a dinâmica de poder num casal quase tradicional transformada em tema de horror, em várias das outras histórias as mulheres expressam a sua sexualidade com um desprendimento libertador, sem tabus ou preocupações de julgamento social, algo que me pareceu tão natural que só após a leitura me apercebi desta componente.

Tratam-se de histórias muito focadas no ponto de vista da personagem narradora, que, em quase todas é feminina, destacando-se a forma fluída como o faz. A sucessão de episódios assemelha-se ao fluxo de pensamentos (numa pessoa lúcida), com pequenos saltos narrativos e intercepção de outros episódios, mas nada que seja em excesso e que dificulte a leitura. Noutros contos a apresentação de cada parágrafo é antecida por uma palavra chave, elemento que marca a percepção do sentimento de cada parte.

Encontramos elementos de ficção especulativa para todos os gostos: desde apocalipses em que a espécie humana é dizimada por uma doença mortal de rápida e silenciosa propagação, a elementos fantásticos num conto de terror, a histórias de crime com componentes sobrenaturais que, em simultâneo, exploram relacionamentos, amores e desamores.

O Corpo dela e outras partes foi publicado em Portugal pela Alfaguara.

Novidade: Homem-aranha vol.8 série 2

Já está nas bancas, desde dia 25, o oitavo volume da segunda série de Homem-aranha! Deixo-vos a sinopse, bem como detalhe de conteúdo e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

GENÉTICA CRUZADA. Imaginem que um vilão chamado Paciente Zero cria uma nova entidade maligna, juntando o melhor da genética do Homem-Aranha e o pior dos genes do Deadpool. Com problemas sérios com os seus progenitores, Itsy Bitsy será um problema duro de roer, com Parker e Wilson a terem de enfrentar a sua maior ameaça até hoje enquanto dupla.

Naquela que é a maior saga até hoje da linha de “comics” Homem-Aranha/Deadpool, têm aqui um arco completo, com os ingredientes habituais das aventuras destes dois desbocados: ação, aventura e muito humor… seco e por vezes negro, mas muito humor.

Conteúdo:

SPIDER-MAN/DEADPOOL (2017) #9-10, #13-14 E #17-18 – POR JOE KELLY E ED MCGUINNESS

 

 

Jogos aos Sábados – Sagrada – Adrian Adamescu, Daryl Andrews e Peter Wocken

Azul tem sido um dos jogos mais usados a dois, principalmente quando queremos um jogo com alguma estratégia, mas rápido e de jogadas curtas. O visual é fascinante (e muito elogiado – não é por acaso que acabou de vencer o Spier des Jahles de 2018) e o mecanismo é fácil de aprender. Não é, assim, de estranhar, que quando vi várias comparações do Sagrada com o Azul, dizendo que ainda é mais interessante, tenha tentado comprá-lo, mas acabei por esperar pelo lançamento da MEBO por conta do preço competitivo.

Em aspecto o Sagrada é igualmente fascinante. Menos clássico, mas mais colorido baseia-se nos vitrais da Sagrada Família. O material é visualmente agradável, ainda que as cartas sejam um pouco finas (ou seja, mais susceptíveis a danos) mas a combinação de dados de diferentes cores torna o jogo bastante atractivo. Não jogámos as edições de outras editoras, mas pelas fotos a portuguesa da MEBO parece-me ser, em tudo, equivalente. Em termos práticos, o jogo tem, como único ponto negativo, a dificuldade em manobrar dados tão pequenos no tabuleiro, sendo que quem tem as mãos maiores facilmente muda o valor do dado colocado sem se aperceber.

Este jogo foi dos poucos que tivemos oportunidade de experimentar assim que chegou e rapidamente percebemos as diferenças em relação a Azul. Este é, também, um jogo que se baseia na recolha e colocação de peças mas, apesar das maiores restrições de colocação (em relação a cores, números e padrão específico do nosso tabuleiro), o grosso da pontuação é dado pelo cumprir de um objectivo privado e de vários objectivos públicos que possuem combinações adicionais que podemos seguir.

Sagrada tem, adicionalmente, mais dois elementos que o distinguem: a ordem de recolha de dados (que permite que, a cada ronda, um jogador diferente jogue duas vezes seguidas), e a existência de ferramentas pelas quais podemos pagar para poder quebrar as regras.

O cruzamento de todas estas variáveis faz com que o jogo pareça mais complicado do que é realmente. O que constatámos é que é mais fácil de jogar do que de explicar (ainda que explicar não seja o objectivo desta review) e que o tempo de aprendizagem foi curto ainda que estivéssemos a integrar jogadores pouco experimentes.

Jogámos a quatro e a dois jogadores e a conclusão é que é mais equilibrado a quatro. Por um lado porque a quatro jogadores todos os dados são lançados, fazendo com que o número de dados de cada cor em jogo seja igual (o que possibilita igual oportunidade de cumprir o objectivo privado associado a uma determinada cor). Este desequilíbrio poderá ser ajustado retirando proporcionalmente alguns dados de todas as cores de forma a garantir que as probabilidades de cumprir os objectivos individuais são semelhantes. Ainda, a dois jogadores, é mais evidente a desproporção de pontos entre jogadores com tabuleiros de dificuldade muito diferente. Ainda que os detentores de tabuleiros de maior dificuldade possam utilizar mais ferramentas, até agora, a maior utilização de ferramentas não tem compensado a maior dificuldade do tabuleiro.

Concluindo, Sagrada é um jogo bastante aprazível, de jogadas rápidas, que puxa pelo cérebro. É visualmente atractivo, fácil de perceber e permite alguma adaptação da dificuldade consoante o padrão que se escolhe construir.

Outros jogos aos Sábados:

Novidade: Os Guardiões da Galáxia Vol.2

Encontra-se nas bancas, desde dia 25 de Julho, o segundo volume da série Guardiões da Galáxia, publicada pela Goody. Deixo-vos sinopse, bem como detalhe de conteúdo e páginas disponibilizadas pela editora:

Os Guardiões da Galáxia reúnem-se para um último golpe. Mas o que deveria ter sido apenas mais um assalto no formato “destrói e leva”, rapidamente se transformou num evento caótico… E tudo porque Gamora tinha um plano secreto para adquirir uma das pedras do Infinito.

Neste plano secreto Gamora trai tudo e todos, – incluindo dois anciões do universo – deixando os Guardiões da Galáxia perdidos no meio de toda a confusão. Com a equipa à beira da dissolução, Drax numa onda de “mindfulness” e Groot com cada vez menos energia, existe pouca esperança que os seus objetivos sejam alcançados.

Conteúdo:
All New Guardians of the Galaxy: Comunication Breakdown
All-New Guardians of the Galaxy (2017) #1,2,4,6,8,10

 

 

Novidade: Coração Negro – Naomi Novik

Vencedor dos prémios Nebula, Locus e Mythopoeic (e nomeado para o Hugo), Coração Negro (Uprooted no original) foi dos livros que mais sensação causou no género fantástico no ano de 2015. Trata-se de uma história centrada numa jovem rapariga que foi escolhida pelo dragão como paga pela protecção contra a invasora floresta maléfica.

A história encontra-se em adaptação cinematográfica com produção de Ellen DeGeneres e é lançada no mercado português no dia 03 de Agosto. Para os interessados, deixo-vos a ligação para o comentário que fiz ao livro em 2015, bem como a sinopse do livro:

Agnieszka adora a sua pacata aldeia no vale, as florestas e o rio cintilante. Mas o maléfico Bosque permanece na fronteira e a sua sombra ameaçadora paira sobre a vida da jovem.

O povo depende do feiticeiro conhecido apenas por Dragão para manter os poderes de Bosque afastados. Mas o Dragão exige um terrível preço pela sua ajuda: uma jovem deve servi-lo durante dez anos, um destino quase tão terrível como perecer a Bosque.

A próxima escolha aproxima-se e Agnieszka tem medo. Todos sabem que o Dragão irá levar a bela, graciosa e corajosa Kasia, tudo aquilo que Agnieszka não é, e a sua melhor amiga no mundo. E não há forma de a salvar. Mas Agnieszka teme as coisas erradas. Porque quando o Dragão chega, a sua escolha surpreende todos…

 

Tony chu 9 -John Layman e Rob Guillory

Este nono volume é uma ode ao galo Poyo, dando-lhe grande protagonismo e mostrando-o como um dos heróis desta série. De poucas palavras mas grandes acções, Poyo viaja por todo o planeta e entre mundos para combater a corrupção e os vilões, entre os quais se destaca um legumante capaz de levantar os vegetais das suas covas e fazê-los combater.

Paralelamente, acompanhamos o sucesso profissional de Tony Chu (que para o seu antigo chefe continua a ser considerado incompetente) e o casamento! No entanto, nem tudo corre bem – a lua de mel é cortada por acontecimentos de importância nacional, e a filha adolescente transforma-se, sem Tony saber, numa agente secreta, competente em várias técnicas de luta!

Por seu lado, os heróis continuam a preparar-se para enfrentar o maior vilão de todos os tempos, alguém capaz de absorver inúmeras capacidades fazendo com que seja impossível prever aos agentes todos os poderes que já absorveu.

De visual arrebatador, divertido e muito colorido, este nono volume é, sobretudo, um volume de consolidação e de desenvolvimento de várias histórias paralelas – fortalecem-se alguns relacionamentos, quebram-se outros, mas abrem-se, também, algumas brechas emocionais que fazem crescer a antecipação de um grande desenlace.

A série Tony Chu é publicada em Portugal pela G Floy.

Novidade: Kid Lucky – Siga a Flecha

Encontra-se nas bancas, desde ontem, novo volume de Kid Lucky, lançado pela Asa. Deixo-vos a sinopse!

Neste quarto volume das aventuras do aprendiz de cowboy mais turbulento de todo o Far West, Kid Lucky continua a fazer das suas: armado com um laço e uma fisga, não há rufia ou touro que lhe resista! Mas, em contrapartida, a tia Martha, Hurricane Lisette e Joannie Molson têm o condão de o fazer perder a paciência!

Novidade: A Noiva de Lucky Luke

Saiu hoje um novo volume de Lucky Luke! E desta vez com  noiva!

Um grupo de mulheres parte rumo ao Oeste selvagem, numa arriscada travessia do continente americano com vários perigos à espreita: foras da lei, índios, animais selvagens, intempéries, etc. Escoltadas por Lucky Luke, o seu objetivo é alcançarem uma região remota unicamente habitada por homens para aí encontrarem marido. Ao chegarem ao destino, uma das mulheres, Jenny, vê gorados os seus intentos, já que o seu prometido se encontra na prisão. Lucky Luke é então nomeado seu protetor, missão que deverá exercer até à libertação do prisioneiro. Julgando-a noiva de Lucky Luke, os famosos irmãos Dalton não perdem tempo e resolvem raptá-la…

 

 

Loki – Robert Rodi e Esad Ribic

Esta novela gráfica reverte a ordem natural em Asgard para apresentar um Loki governando o reino dos deuses. Loki, revoltado e desenquadrado tenta escapar ao destino de todos os Loki em todas as realidades possíveis – o seu papel de vilão, enganador, serve para contrapor o do herói magnífico, neste caso, Thor. E é o próprio se apercebe desta oposição com maior propósito, questionando, até o pai dos deuses sobre a sua propositada adopção para este fim.

Consciente do seu papel, sentindo-se injustiçado e encurralado num estereotipo, Loki é notavelmente diferente dos outros deuses – vem de outro povo, tendo sido adoptado após uma batalha, mas ao crescer entre os deuses também não se revê na própria mãe que agora o aborda, uma mulher de idade avançada, rancorosa, idosa e mal cheirosa.

Loki ascendeu, finalmente, ao lugar que tanto pretendia. Ou será que o seu maior objectivo era, afinal, a morte de Thor? Loki sente dificuldades em pensar para além do lugar que agora almejou e adia sucessivamente as decisões que têm de ser tomadas, bem como o cumprir dos acordos que fez para poder estar em tal lugar.

Assombrado pelo destino que parece contrariar, Loki atormenta-se com o cruzar de circunstâncias que deram outro rumo à história e cede nervosamente com o peso das decisões e das consequências, apressando a execução de Thor, com o objectivo de quebrar o ciclo.

Visualmente fascinante, bastante diferente das cores garridas de algumas bandas desenhadas que favorecem as batalhas, Loki apresenta-se como uma história introspectiva em que o anti-herói se tenta libertar da inevitabilidade do seu papel.

Loki foi publicado em Portugal pela G Floy.

 

 

 

Destemidas – Penélope Bagieu

Destemidas é um livro feminista. Não se entenda, com esta afirmação que, ao ser feminista, é contra os homens. Ser feminista significa demonstrar que as mulheres são injustamente tratadas como crianças ou seres inferiores em muitos contextos. Ou como objectos sobre os quais todos opinam. As mulheres não gozam das mesmas liberdades que os homens (mesmo que alguns não façam nada para perpetuar esse estado social e não percebam em que situações isto se aplica). Por oposição, a definição da mulher enquanto ser moralmente superior ou mais puro, na prática, propaga a ideia de que não se submetem às mesmas tentações e decisões, como qualquer homem – retira a ideia de haver capacidade para livre arbítrio.

Este livro reúne a história de várias mulheres que se distinguiram pela sua irreverência e criatividade em ultrapassar as normas sociais. Tratam-se de histórias apresentadas de forma simples mas competente, que conseguem, em poucas páginas, expressar a importância das mulheres escolhidas, ainda que as possam, posteriormente, ter transformado em vilãs ou figuras ridículas.

O volume abre com Clémentine Delait, a mulher barbuda que soube aproveitar esta característica para vencer na vida, apesar da curiosidade que a rodeia; para passar a Nzinga, uma jovem africana que, graças à astúcia se torna rainha. Esta não é a única jovem guerreira. Temos, também, Lozen (Xamã) que se destacou na luta contra os ocidentais que pretendem conquistar as suas terras, ou as irmãs aguerridas que ficarão conhecidas como Las Mariposas.

Não faltam actrizes, como Margaret Hamilton que se aproveitou das características faciais para marcar Hollywood… e os pesadelos de muitas crianças, ou Joséphine Baker, dançarina de ascendência africana que acaba por se mudar para França por conta do puritanismo americano.

Se as normas sociais indicavam que protestantes e católicos deviam manter-se separados, mesmo na morte, Josephina van Gorkum arranja uma solução criativa para para o seu túmulo e o do marido. Não menos criativa é Tove Jansson, uma artista que ficou conhecida como a criadora de Trolls, ou Giorgina Reid que consegue arranjar uma forma de parar o avanço do mar, recorrendo a estruturas baratas.

Houve, também, aquelas que se destacaram pelo seu papel libertador, como Annette Kellerman que recupera de lesões de poliomielite graças à natação e que, quando cresce, percebe que os fatos de banho femininos não foram feitos para nadar; ou Agnodice que se distingue na civilização grega por querer o devido apoio médico para os problemas ginecológicos.

História após história, encontramos mulheres que desafiaram o suposto papel dócil e arranjaram soluções alternativas para atingirem os seus objectivos, adaptando o impensável e contornando regras, enfrentando os preconceitos e agindo com determinação.

Destemidas é o nome deste álbum que reúne as histórias de várias mulheres e foi publicado na colecção Novela Gráfica em parceria com o jornal Público.

Jogos aos Sábados – Panic Lab

Comprámos este jogo, o ano passado, depois de o experimentarmos rapidamente no Sci-fi LX. Apesar do ar juvenil e da dinâmica aparentemente simples, trata-se de um jogo de reconhecimento de padrões que, com todos os elementos disponíveis ganha complexidade compatível para adultos (e nada fácil).

Foi exactamente esta possibilidade, de poder adaptar a complexidade e torná-lo compatível para todas as idades, que nos despertou interesse. O princípio é simples: ganha o jogador que é capaz de, mais rapidamente, distinguir a amiba que corresponde às características fornecidas pelos dados – um ou dois olhos, riscas ou pintas, laranja ou roxo.

Quando jogado desta forma, o jogo é compatível com uma criança de 4 anos. E se fosse só isto, seria muito fácil. As amibas estão dispostas em círculo e devemos seguir um determinado sentido, pegando a primeira amiba que corresponde ao pretendido. Só que existem, também, cartas que nos trocam as voltas, ou seja, convertem as características das amibas! E a partir destas cartas procuramos, por exemplo, uma amiba de cor laranja e não uma de cor roxa, exigindo maior concentração e raciocínio.

Para além destas conversões existem os sentidos de pesquisa (indicado por um dado e trocados por peças próprias) e as ventilações que conferem saltos na pesquisa. São estes elementos que  conferem complexicidade, ainda que, para iniciantes, ou jogadores muito novos, possam ser retirados, e se possa começar apenas com uma característica ou um menor conjunto de amibas.

Visualmente engraçado e simples, é um bom jogo para envolver jogadores de várias idades, e para ter numa mesa com inúmeros amigos. Em Portugal o jogo é publicado pela Morapiaf, em cujo site encontram vídeos explicativos sobre as regras e a dinâmica. 

Outros jogos ao Sábado

Rascunhos na Voz Online – André Oliveira

André Oliveira é um dos mais prolíferos autores de banda desenhada portugueses, com álbuns publicados em inúmeras editoras, e é um dos poucos que consegue conferir uma forte componente narrativa aos livros que publica. Para além de autor de banda desenhada, assumiu recentemente o cargo de editor na JBC. Durante a conversa abordámos alguns dos seus trabalhos mais significativos, bem como o processo criativo que lhe permite cooperar com diversos desenhadores. Deixo-vos, então, a ligação para a conversa com André Oliveira.

O Gato do Rabino -Joann Sfar

Este volume possui duas histórias. Na primeira o gato acompanha Malka, um velhote que anda de terra em terra, contando histórias e afastando o leão que assola as povoações, que, curiosamente, é o leão do próprio Malka. Para além do leão e do velhote, uma serpente segue o grupo para ter sempre um oásis para descansar. Esta serpente é, também, uma amiga do leão, prometendo-lhe um fim pacífico quando estiver demasiado doente e cansado.

De terriola em terriola o velhote sente-se desesperar, sem causar o mesmo impacto nos que o escutam, e percebendo, também, que o leão que o acompanha deixa de meter medo como antigamente, ao mostrar marcas da idade avançada. Apesar de ser um fascinante contador de histórias que poderia usufruir de várias companhias femininas retorna sempre à sua amada, com quem estaria bem não fosse o desejo de fama e reconhecimento que o impele a viajar.

Na segunda história, o gato segue os mirabolantes acontecimentos em torno de uma encomenda de livros da Rússia. Um homem que dá mais importância aos livros do que à esposa aguarda ansiosamente as raridades que se encontram na enorme caixa, mas não espera que lá dentro se encontre um homem.

Dado como morto ainda que o gato tente explicar que está bem vivo, este homem que viajou entre os livros é um judeu russo que esperava ir parar a um reino judaico em África. Mito ou realidade, alimentados por esta ideia exótica, vários homens organizam uma expedição em busca do tal reino africano, uma aventura na qual se confrontam com outros credos e vontades, resultando em confrontos ora catastróficos, ora divertidos.

O resultado é uma banda desenhada agradável e envolvente, que peca pelo tipo de letra usado (e que torna a leitura difícil). A temática aproveita para mostrar diferentes religiões e a forma como, por vezes, conseguem conviver pacificamente, num misto de respeito e indiferença, ou até diversão, perante as diferenças culturais.

Este duplo volume foi publicado pela Asa.

Resumo de leituras – Julho de 2018 (4)

120 – Love Star – Andri Snae Magnason – O que pretendia ser o paraíso tecnológico dos seres humanos, uma companhia fascinante e economicamente bem sucedida, facilmente se torna numa distopia controladora. Não que este controlo seja directo. Mas através da pressão social (sobre como encaixar melhor na sociedade e demonstrar ser bem sucedido) instigam-se as pessoas a consumir determinador produtos. Catastrófico e muito pouco amoroso, Love Star surpreendeu por ser tão corrosível;

121 – Afirma Pereira – Pierre-Henry Gomont – Não li o livro de Tabucchi. Infelizmente. Mas a adaptação permite absorver a história sem maiores introduções (apesar de deixar a curiosidade por ler o livro). A história passa-se durante o Estado Novo, em torno de um jornalista que se deixa corromper pelo ajudante revolucionário. Inicialmente preso nos seus hábitos, por desgosto e comodidade, o jornalista revolta-se e faz o pouco que pode pela revolução;

122 – Espero por ti na próxima tempestade – Robert Yves O género romance não é o meu tipo de leitura, mesmo quando possui alguns detalhes de surrealidade. Ainda assim, já conhecia o autor de outras andanças e gostei da história que teceu – uma história de encontros e desencontros, de simulações e dissimulações;

123 – One-punch man vol.3 – No terceiro volume este herói anti cliché regista-se oficialmente como herói. A componente interessante deste volume encontra-se na forma como contrasta com os restantes heróis, de posturas dramáticas e carregados de uma suposta importância, mas de capacidades que não se comparam às no One-Punch que dá cabo de qualquer monstro só com um murro.