Assim foi: Carlos Ruiz Záfon em Portugal

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Carlos Ruiz Záfon esteve em Portugal para o lançamento do seu mais recente livro, O Labirinto dos Espíritos, o último da tetralogia O cemitério dos livros esquecidos, lançado pela Planeta. Não bastava a série passar-se na minha cidade favorita, Barcelona, ainda por cima centra-se em livros e na existência de um cemitério onde repousam as últimas cópias de muitos livros.

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O local escolhido não podia ser melhor. O salão nobre da Academia das Ciências de Lisboa é uma local fascinante para quem gosta de livros e bibliotecas, mas suficientemente espaçoso para acomodar uma sessão onde estiveram, talvez, umas duzentas pessoas.

No pequeno palco esteve o autor, à conversa com o jornalista Luís Caetano que soube intercalar citações para puxar as perguntas, que se centraram, não só sobre o processo de escrita do autor, que já teria um esquema de toda a tetralogia quando iniciou a escrita (mas dando o devido espaço para que fossem feitas algumas adaptações, conforme se desenvolvesse a história), mas também sobre as inspirações, os locais mais fascinantes com livros que já visitou, ou as fotos que foram escolhidas para as capas, sendo que a primeira, apesar de enquadrada no tema, ser na verdade de Madrid e não de Barcelona.

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Claro que seria impossível ter uma conversa sobre Barcelona sem cair no tema político. Não que tenha sido objectivo do autor falar sobretudo do contexto político, mas o franquismo foi uma época marcante na vida dos espanhóis, sobretudo em Barcelona, cidade que sofreu não só pela guerra, mas pelas acções desumanizantes a que foram submetidos vários cidadãos, com crianças a serem retiradas às suas famílias por questões políticas, ou entes queridos a desaparecerem sem deixarem qualquer rasto.

No final, veio a surpresa maior, Carlos Ruiz Záfon compõe enquanto escreve e sentou-se ao piano para interpretar alguns trechos de sua própria autoria! A sessão terminou com os autógrafos – em que felizmente consegui um dos primeiros lugares porque a fila era enorme!

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3 pensamentos sobre “Assim foi: Carlos Ruiz Záfon em Portugal

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