Últimas aquisições


Há alguns meses que não fazia um post destes (tirando um para a Eurocon que tinha por objectivo destacar a realização do evento) pelo que aqui vai um pequeno apanhado de algumas das aquisições mais recentes e mais interessantes.


Não bastasse ser um livro de Margaret Atwood (a autora de The Handmaid’s Tale ou O Ano do Dilúvio), Hag-seed aparece em quase todas as listas de melhores livros do ano, principalmente nas mais relevantes:

‘It’s got a thunderstorm in it. And revenge. Definitely revenge.’ Felix is at the top of his game as Artistic Director of the Makeshiweg Theatre Festival. His productions have amazed and confounded. Now he’s staging a Tempest like no other: not only will it boost his reputation, it will heal emotional wounds. Or that was the plan. Instead, after an act of unforeseen treachery, Felix is living in exile in a backwoods hovel, haunted by memories of his beloved lost daughter, Miranda. And also brewing revenge. After twelve years, revenge finally arrives in the shape of a theatre course at a nearby prison. Here, Felix and his inmate actors will put on his Tempest and snare the traitors who destroyed him. It’s magic! But will it remake Felix as his enemies fall? Margaret Atwood’s novel take on Shakespeare’s play of enchantment, revenge and second chances leads us on an interactive, illusion-ridden journey filled with new surprises and wonders of its own

O segundo, Counter-clock World é um dos livros de Philip K. Dick que ainda não li e para o qual fui chamada a atenção depois de ter lido um conto engraçado na Smokopolitan com uma premissa que será semelhante. Nesta realidade o tempo anda para trás. Acordamos cada vez mais novos, os idosos restabelecem a memória e as capacidades, os mortos levantam-se do cemitério e retornam às suas famílias, as pessoas que tão bem conhecemos tornam-se progressivamente estranhos:

In the counter-clock world time runs backwards. People are born in their graves, dug up when they can start speaking, and are reintroduced into society where they grow younger before returning to the womb to be unborn. The Hobart Phase has been reversing time since 1986 and nothing has quite been the same since.

The Library is the most powerful and most feared organization in the world, responsible for the eradication of records from history for events which have no longer happened. Anarch Peak, a black religious leader, is due to be old-born and the Library wants him dead. With a feud already developing in religious communities throughout the world, Seb Hermes is sent to retrieve Anarch from his captors. He must suceeed before tensions trigger an all-out religious war.


Este clássico fantástico, Jurgen de James Branch Cabell, o mesmo autor de Hamlet tinha um tio, é um dos mais recentes lançamentos da E-Primatur, em edição ilustrada:

Jurgen é um cavaleiro que parte em busca do “amor cortês”, o amor idílico. As suas aventurtas por reinos mágicos e misteriosos encontrando pelo caminho os mais excentricos personagens e acabando, muitas vezes, nos leitos de mil damas – da Rainha Guinevere à mulher do Diabo – são uma entrincada alegoria aos tempos modernos e à América mas podem, igualmente, ser lidas como um romance de aventuras, uma fantasia, uma obra política ou um tour-de-force literário cheio de referências mais ou menos claras aos grandes clássicos da literatura universal e a obras menores mas de igual forma relevantes.

Jurgen foi alvo do primeiro e mediático processo de obscenidade que ocupou as primeiras páginas dos jornais norte americanos entre 1919 e 1922.

Ao lado encontra-se o mais recente lançamento de Carlos Ruiz Záfon, o livro que vai fechar a tetralogia O Cemitério dos Livros Esquecidos e que teve direito a grande lançamento com presença do autor na semana passada. Para quem não conhece, apesar de se tratar de uma mesma série, os livros podem ser lidos isoladamente, contendo histórias que decorrem em Barcelona, em torno de livrarias e livros, mas com especial ênfase numa enorme biblioteca que conteria as últimas cópias de qualquer livro.


Apesar de terem sido comprados em Portugal (na FNAC Chiado e no El Cortê Inglês, respectivamente), estes dois ainda derivam da viagem de Barcelona. O primeiro é um livro curioso que tem publicação prevista em Portugal para o primeiro trimestre de 2017, um livro de Bolaño mas que toca no tema da ficção científica, e o segundo foi diversas vezes referido como sendo o melhor livro do Piñol, conhecido autor espanhol de fantástico, ainda que haja quem prefira Pandora el Congo.


Pode parecer incrível mas não, nunca li o Memorial do Convento. Felizmente não foi leitura obrigatória (é que por mais que goste de ler, a perspectiva de ter de ler determinado livro em determinada época nunca me foi muito agradável). Com o lançamento desta edição especial da Guerra e Paz, aproveitei. Para além da capa dura a edição possui ilustrações de João Abel Manta que lhe dão muito bom aspecto. Veremos como é a leitura.

The Underground Railroad de Colson Whitehead é um dos livros mais falados deste ano, tendo-se tornado um best seller e encontra-se, também, nas principais listas de melhores livros do ano:

Cora is a slave on a cotton plantation in Georgia. All the slaves lead a hellish existence, but Cora has it worse than most; she is an outcast even among her fellow Africans and she is approaching womanhood, where it is clear even greater pain awaits. When Caesar, a slave recently arrived from Virginia, tells her about the Underground Railroad, they take the perilous decision to escape to the North. In Whitehead’s razor-sharp imagining of the antebellum South, the Underground Railroad has assumed a physical form: a dilapidated box car pulled along subterranean tracks by a steam locomotive, picking up fugitives wherever it can. Cora and Caesar’s first stop is South Carolina, in a city that initially seems like a haven. But its placid surface masks an infernal scheme designed for its unknowing black inhabitants. And even worse: Ridgeway, the relentless slave catcher sent to find Cora, is close on their heels. Forced to flee again, Cora embarks on a harrowing flight, state by state, seeking true freedom. At each stop on her journey, Cora encounters a different world. As Whitehead brilliantly recreates the unique terrors for black people in the pre-Civil War era, his narrative seamlessly weaves the saga of America, from the brutal importation of Africans to the unfulfilled promises of the present day. The Underground Railroad is at once the story of one woman’s ferocious will to escape the horrors of bondage and a shatteringly powerful meditation on history.


Autor de obras tão conhecidas quanto Transmetropolitan, Warren Ellis lançou recentemente esta série de ficção científica:

All over the world. And they did nothing, standing on the surface of the Earth like trees, exerting their silent pressure on the world, as if there were no-one here and nothing under foot. Ten years since we learned that there is intelligent life in the universe, but that they did not recognize us as intelligent or alive. Trees, a new science fiction graphic novel by Warren Ellis (Transmetropolitan, Red) and Jason Howard (Super Dinoasaur, Astounding Wolf-Man) looks at a near-future world where life goes on in the shadows of the Trees: in China, where a young painter arrives in the “special cultural zone” of a city under a Tree; in Italy, where a young woman under the menacing protection of a fascist gang meets an old man who wants to teach her terrible skills; and in Svalbard, where a research team is discovering, by accident, that the Trees may not be dormant after all, and the awful threat they truly represent.


Finalmente, o volume da esquerda parece uma história caricata e engraçada, sem falas, mas expressiva, que contrasta com o aspecto duro e pesado de um dos mais recentes lançamentos da Dark Horse.

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