153 – Platform Decay – Martha Wells – Murderbot é uma das minhas séries favoritas de ficção científica e que facilmente me convenceu a ler todas as histórias lançadas até agora – estamos a falar de 8 volumes e 3 pequenas histórias, e a comprar outras histórias da autora. A série alterna entre o humor irónico do Murderbot quando se refere às estupidezes dos seres humanos, e episódios de elevada acção. No entanto, alguns dos volumes, como este, são demasiado centrados na missão e na acção, faltando-lhe os momentos de introspecção geniais do Murderbot;
154 – Longe – Alicia Jaraba Abellàn, Déborah I. Villahoz – A história centra-se num casal cujas carreiras se encontram num impasse. Tendo estudados juntos, estão em situações diferentes, com decisões por tomar. Enquanto a jovem tem algumas hipóteses claras, o jovem não tem exactamente um futuro claro, pretendendo explorar algumas hipóteses mais relaxadas. A história começa com o início das férias do casal, mostrando as diferentes perspectivas de cada um. Ela excessivamente organizada, até ansiosa em que tudo esteja definido e coordenado, ele mais relaxado e pretendendo ver onde a vida o leva – perspectivas que se reflectem também naquilo que pretendem nas respectivas carreiras e que provocam problemas de comunicação mais avincados do que esperavam. Trata-se de uma viagem curiosa e interessante que explora as expectativas num relacionamento e as dificuldades em gerir os desejos individuais com os planos de casal;
155 – Water Moon – Samantha Sotto Yambao – Referido em várias listas para melhor leitura, tinha elevadas expectativas para este livro que… não se concretizaram. A narrativa recorda outras histórias como O Grande Armazém dos sonhos, ainda que seja mais intenso, menos aconchegante e desafiador dos limites da realidade. Ainda assim, tive dificuldades em criar empatia e fiquei com a sensação que o livro tenta ser mais do que é. Provavelmente, um dos factores desmotivadores foi a falta de empatia que senti para com a personagem principal e algumas das suas indecisões morais;
156 – Deadalus is dead – Seamus Sullivan – A história centra-se em Dédalo, conhecido pelas suas invenções, sobretudo nas batalhas navais, por ter construído o labirinto do minotauro e, claro, por ser o pai de Ítalo. A narrativa apresenta sobretudo a história a partir do voo fatal, alternando com memórias anteriores que se transformam relevantes para a progressão da história. É uma leitura curiosa, mas demasiado negra, de tensão constante, seja pelo perigo do próprio Minotauro, seja pelas ameaças do rei que o mantêm preso. Numa vertente igualmente negra percebemos que Dédalo tem uma visão muito peculiar de alguns episódios, contrastando com as memórias de outras personagens – perspectivas que são desoladoras e que quebram a empatia para com a personagem.