Melhores leituras (por ordem de leitura e não de apreciação)






Little Free Library é um pequeno conto que, apesar de simples e quase mundano, consegue trazer uma aura de fantástico não comprovado, em torno de livros e de uma pequena caixa de livros gratuitos, disponibilizados à vizinhança. De referência fantástica em referência fantástica e passando por livros militares, alguém dá valor aos livros que a protagonista vai deixando.
Na onda das fantasias aconchegantes temos este The Spellshop que, não sendo fabuloso do ponto de vista narrativo, nem inovador na criação de um mundo, consegue cruzar a paixão por livros com criaturas curiosas apresentando um sistema mágico engraçado e perceptível.
Já Kingdom é o primeiro volume de uma série de mangá que resolvi experimentar. Apesar de possuir contornos Shonen recorda algumas séries coreanas entre a ficção histórica e o fantástico, remetendo-nos para um jovem rapaz, órfão, que terá de trilhar o seu próprio caminho para se tornar alguém relevante. Neste caso, à custa da espada. Ultrapassando os contornos familiares possui uma mitologia curiosa com povos peculiares que tem vindo a interessar.
Depois de ter lido The Female Man, este We Who Are About too.. da mesma autora não vai chocar na mesma medida. A narrativa começa com uma premissa comum a tantas outras histórias onde uma pequena nave se despenha num planeta isolado, longe de outros locais colonizados pela espécie terrestre. Os tripulantes formam um grupo curioso, mas destaca-se a protagonista, uma mulher religiosa cujas crenças chocam os restantes – sobretudo por não acreditar que o pequeno grupo deve desafiar as probabilidades genéticas e tentar fundar uma nova colónia, com procriação forçada.
Apesar dos pontos discordantes (que detalho em post dedicado), Ficção científica capitalista de Michael Nieva é uma leitura curiosa que tenta mostrar como este género literário está ao serviço do capitalismo ou influencia as tendências capitalistas. Infelizmente, parece que tudo o que é invenção tem de ser capitalista.
Por último, Longe é uma leitura curiosa, uma banda desenhada franco-belga que explora a evolução da relação de um casal de longa data. Tendo o relacionamento se iniciado enquanto estudantes, e prolongado para o início das respectivas carreiras científicas, percebemos que a forma de estar dos dois é bastante diferente, e que pretendem percursos profissionais distintos – algo que pode agudizar as diferenças de personalidade.
Restantes leituras (algumas bastante boas, mas que apreciei menos que as destacadas)









