161 – The Spellshop – Sarah Beth Durst – Não sendo fabuloso do ponto de vista narrativo, nem inovador na criação de um mundo, consegue cruzar a paixão por livros com criaturas curiosas apresentando um sistema mágico engraçado e perceptível. Neste sentido, foi uma leitura bastante agradável e aconselhável;

162 – All that we see or seem – Ken Liu – Ainda que seja muito interessante do ponto de vista de conceitos e futuro perspectivado, desenhando uma utopia carregada de IAs, bots, e realidade aumentada, onde as personagens são forçadas a uma existência furtiva, sempre em fuga (criando-se uma história bastante movimentada) , não se tornou uma das leituras favoritas. As expectativas eram elevadas, mas não se concretizaram pela falta de ligação para com as personagens, apesar de um início promissor;

163 – As raparigas de Salem – Thomas Gilbert – Pegando na aldeia de Salem e na queima das bruxas que decorreram, a história centra-se numa jovem rapariga, órfã de mãe, que se vê demonizada por crescer. Primeiro pelas restantes mulheres, que percebem que poderá estar a atrair atenções masculinas indesejadas, depois pela Igreja, que vê, em todas as pessoas femininas, a possibilidade de pecado, e de depravação. Uma história envolvente, que pega noutros detalhes como a perseguição aos nativos, e nos interesses do padre, que vê no medo ao diabo, uma forma de poder e fonte de riqueza;

164 – Little Free LIbrary – Naomi Kritzer – pequeno conto que, apesar de simples e quase mundano, consegue trazer uma aura de fantástico não comprovado, em torno de livros e de uma pequena caixa de livros gratuitos, disponibilizados à vizinhança. De referência fantástica em referência fantástica e passando por livros militares, alguém dá valor aos livros que a protagonista vai deixando.