Novidade: Solar Sailors 1 – Daniel da Silva Lopes

 

A Gorila Sentado anuncia a segunda novidade para o Festival de Banda Desenhada de Beja. Aproveito para indicar que a Gorila Sentado é uma nova editora que nasce pela mão de Daniel da Silva Lopes com a edição e revisão de Francisco Ferreira.  A editora nasce da vontade de criar e publicar BD num formato diferente, com o aumento e a diversificação do leque de títulos e autores disponíveis no mercado português.

Novidade: Tangerina – Rita Alfaiate

A Escorpião Azul anuncia um segundo lançamento para o Festival de Banda desenhada de Beja, desta vez um livro de Rita Alfaiate que tem grande ligação a No Caderno da Tangerina:

Este é o capítulo que faltava no livro “No Caderno da Tangerina”. O mistério que envolvia a personagem principal, a Tangerina, é revelado neste livro, cujo título tem o seu nome, em homenagem a todos os incompreendidos, sejam eles adultos ou crianças.

Resumo de Leituras – Maio de 2019 (1)

33 – The Big Sheep – André Mateus e Rahil Mohsin – Com um reconhecível estilo Noir, apresenta uma história com um humor peculiar e bem enquadrado que se acompanha por um desenho a propósito apesar do seu aspecto crú. Uma leitura curta e agradável;

34 – Batman: Noel – Lee Bermejo – Visualmente brutal, reconta a história de Dickens colocando Batman como o herói que já perdeu as medidas à muito tempo e que não olha a meios para conseguir prender o vilão. Batman usa pequenos ladrões que não têm outro modo de subsistência para tentar apanhar o Joker e nem o Super Homem o conseguirá chamar à razão;

35 – Dylan Dog – Até que a morte vos separe – Mauro Marcheselli, Tiziano Scalvi, Bruno Brindisi – O segundo volume de Dylan Dog pela G Floy apresenta duas histórias em torno dos romances de Dylan. Na primeira acompanhamos uma história fantástica que recorda os atentados do I.R.A. mostrando os vários lados das ocorrências enquanto na segunda se descontrói uma vila numa reviravolta esperada mas coesa;

36 – Black Hammer – Vol.1 – Jeff Lemire, Dean Ormston e Dave Stewart – O primeiro volume publicado desta série traz-nos uma história surpreendente – não pela premissa de explorar as fraquezas humanas dos super-heróis, mas pela forma como o faz, mostrando personagens desengonçadas, emocionalmente frágeis, mentalmente confusas e inseguras. Jeff Lemire ganha, definitivamente, um eterno lugar nas minhas estantes para todos os seus livros.

Novidade: Outcast Vol.5 – Kirkman e Azaceta

Já se encontra nas bancas o quinto volume da série Outcast, lançada em Portugal pela editora G Floy:

A nova série de terror do criador de THE WALKING DEAD.

Os acontecimentos vão suceder-se a um ritmo tremendo, e muitas surpresas aguardam Kyle Barnes, que começa a descobrir a fonte verdadeira do seu poder sobre o adversário… e que vai ter de enfrentar algo para o qual já não estava preparado: a esperança! Com novos aliados, e muitos inimigos, começa guerra contra as forças demoníacas que infestam Rome, na Virgínia Ocidental. O penúltimo volume (agora em formato duplo) de uma das mais inquietantes e viscerais séries de terror da banda desenhada actual.

Robert Kirkman é um dos mais influentes criadores de comics actual, e um dos cinco partners da Image – o único que não é um dos fundadores. Kirkman é mundialmente famoso pela série The Walking Dead. Paul Azaceta, o desenhador de Outcast, é um artista cujo estilo simples, directo e arrojado, já ilustrou séries como Demolidor, Punisher Noir, Homem-Aranha e outras. O trabalho de Azaceta pode também ser visto no excelente romance policial noir Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos (com argumento de Mark Waid), também editado pela G. Floy. E todos os contrastes fortes do desenho de Azaceta são tremendamente realçados pelas cores magníficas de Elizabeth Breitweiser, talvez uma das melhores coloristas da actualidade, que consegue gerar um ambiente ao mesmo tempo inquietante e sinistro, mas sem cair em tons sempre escuros.

A série aproxima-se da sua recta final. Para este final, a G. Floy optou por lançar volumes duplos, que recolhem dois trades originais num só livro, desta feita juntando os volumes 5 (A New Path) e 6 (Invasion). A série terminará no número 48, neste momento nos EUA já saiu o #42, ou seja, a série original está a um trade do final. O volume 6 da edição portuguesa (correspondente aos volumes 7 e 8 da edição americana original) está programado para inícios de 2020. A série acabará nos EUA no Natal.

Novidade: A Morte é um acto solitário – Ray Bradbury

Já está nas livrarias um dos mais recentes lançamentos da Cavalo de Ferro. Trata-se de um livro de Ray Bradbury que se afasta do género da ficção científica, mas que toca tangencialmente na ficção especulativa:

Um clássico da literatura norte-americana, e uma obra fundamental de Ray Bradbury.

Numa decadente e fantasmagórica Venice, Califórnia, outrora exuberante estância balnear pujante de vida e movimento, ponto de encontro de estrelas de cinema, turistas e veraneantes, e agora envolta em sombras e nevoeiro, ocorrem misteriosas mortes e desaparecimentos. No cais, local onde se situava a antiga feira popular, em vias de desmantelamento, o corpo de um homem é encontrado debaixo de água, encarcerado no interior de uma jaula de leão submersa. Um jovem escritor, testemunha involuntária deste e de outros acontecimentos insólitos, junta-se ao relutante detetive Elmo Crumley na tentativa de resolver o caso.

Enquanto as mortes se sucedem, e as pistas para identificar o assassino parecem apenas depender da inspiração e intuição do primeiro, desfila uma galeria extravagante de personagens, composta por ex-divas do cinema mudo, uma cantora de ópera retirada dos palcos ou um barbeiro com um passado duvidoso, todas elas pertencentes a um mundo e a um tempo cujo lugar já não existe

 

 

 

Novidade: Tempestade de Guerra – Victoria Aveyard

Com a proximidade da Feira do Livro, a Saída de Emergência anuncia novo lançamento fantástico:

Mare Barrow aprendeu rapidamente que para vencer é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, que praticamente a destruiu, Mare está determinada a proteger o seu coração e a continuar a lutar com os rebeldes para assegurar a liberdade de Vermelhos e sangue novos. A jovem fará de tudo para derrubar o governo

de Norta – começando pela coroa de Maven. Mas para a guerra que se avizinha é necessário ter aliados poderosos. Conseguirá Mare lutar ao lado dos que a magoaram para assegurar a vitória? Ou será a rapariga-relâmpago silenciada para sempre?

Na primeira parte da conclusão desta extraordinária série, Mare terá de abraçar o seu destino e convocar todo o seu poder. Quem sobreviverá aos testes que se aproximam?

 

Novidade: Renascidos – Mark Millar e Greg Capullo

A G Floy anuncia o lançamento de um dos meus livros favoritos de Mark Millar – Renascidos (ou Reborn no original). Em Renascidos a morte é apenas a forma como se passa para uma, de muitas outras realidades, que nos esperam, num misterioso caminho de passagem que não se sabe onde termina. A realidade em que acorda a personagem, Bonnie, tem uma polaridade bem demarcada entre o bom e o mau – mas o principal objectivo de Bonnie será encontrar o marido nesta nova realidade. Visualmente trata-se de uma banda desenhada brutal que recomendo vivamente (interesados em ler mais, podem consultar a minha crítica original):

Quando morrerem não vão para o Céu… vêm para aqui..

Para onde vamos quando morremos? Bonnie Black é uma mulher velha e doente, que adormece todas as noites no seu quarto de hospital angustiada com a possibilidade de morrer sem saber o que a espera no além. Mas, depois de morrer, vai acordar num mundo de ficção científica como nunca tinha imaginado – um mundo mágico assolado por uma guerra eterna. O pai dela – e o cão que teve em criança – estão lá, e juntos, terão de partir numa viagem tremenda em busca do seu marido, assassinado há mais de uma década.

 

Novidade: A Viagem da Virgem

A Escorpião Azul anuncia novo lançamento que reúne grandes nomes da banda desenhada nacional e que se enquadra no género de ficção científica:

É uma obra sem preconceito nem presunção e que se insere no género ficção científica.

O argumento de Pepedelrey transporta-nos para o conflito entre dois companheiros, uma forte amizade entre um Humano e um Alien, por causa de uma mulher. A obsessão do Humano pela fêmea, sendo aqui abordado o conceito fêmea-objecto, e a desesperante procura por parte do Alien, da lógica dessa obsessão
Humana.

A opção em escolher quatro desenhadores diferentes (Pepedelrey, Jorge Coelho, Rui Gamito e Rui Lacas), atribuindo assim uma identidade gráfica pessoal a cada capítulo, e optando por unificar esteticamente com a mesma palete de cor, leva-nos a níveis de alguma, estranheza nas emoções envolvidas nesse confronto amoroso.
A presente obra é a versão portuguesa da edição original de 2006, que pretende recuperar todo este universo ficcional esquecido há 13 anos, composta pelos autores referidos anteriormente.

 

O Homem Vazio – Cullen Bunn, Vanessa R. Del Rey e Michael Garland

O Homem Vazio é um dos livros mais recentes de Cullen Bunn publicados pela G Floy no mercado português (sendo o mais recente Deadpool mata os clássicos) que segue uma linha narrativa próxima de Harrow County, uma série de horror em lançamento pela mesma editora. Mas se Harrow County consegue ser uma série de horror forte mas ligeiramente suavisada por apresentar uma protagonista jovem, em O Homem Vazio a narrativa é a concretização de um longo e duro pesadelo.

Na realidade apresentada em O Homem Vazio, várias pessoas cedem a novas vozes que se fazem ouvir e as levam a fazer as coisas mais inacreditáveis e horrorosas como se fossem lógicas. Algumas vêem monstros. Outras julgam ouvir Deus. As visões e as suas consequências alastram-se sem aviso nem padrão perceptível levando a que surjam vários cultos religiosos e, claro, uma força policial especial para lidar com estes casos.

Mas nem tudo é apenas psicológico. Pela perspectiva dos dois polícias que seguimos percebemos que o fenómeno tem cariz sobrenatural ou paranormal. Não são só as vítimas que dizem ver monstros, também assistimos a batalhas surreais com pesadelos materalizados.

A aura de horror é densa em O Homem Vazio. O autor consegue transmitir uma grande expectativa quanto ao próximo episódio, podendo existir uma manifestação em qualquer momento e afectando qualquer pessoa. Mas ainda que os desenhos façam jus ao género, o que é torna esta história um forte exemplar de horror são as possibilidades expressas – a ilusão que contamina as pessoas e as levam a actos inanarráveis, a vontade que estas expressam em concretizar estas ideias ou a dissolução de fortes laços afectivos em segundos.

História de volume único, O Homem Vazio é das histórias de horror de banda desenhada mais negras que li nos últimos tempos. O desenho é soturno, de poucas cores (excepto o vermelho contrastando com os fundos escuros) e a narrativa intercala diferentes perspectivas que dão, ao leitor, uma visão mais abrangente, mas, também, mais assustadora.

Outros livros do autor

Resumo de leituras: Maio de 2019 (1)

33 – The Big Ship – A Farm Noir – André Mateus e Rahil Mohsin – Uma pequena história que se enquadra no género noir e que apresenta como detective uma tartaruga inteligente e lenta. O pequeno livro explora os clichés do género de forma engraçada, conseguindo fechar com um humor peculiar e de leitura satisfatória;

34 – Batman: Noel – Lee Bermejo – A história aproveita o Conto de Natal de Dickens para apresentar o Batman obcecado pelo Joker – de tal forma que usa os que o rodeiam de qualquer forma para prender o vilão. A história é mais interessante do ponto de vista visual do que narrativa, com páginas deslumbrantes;

35 – Dylan Dog – Até que a morte nos separe –  Marcheselli, Sclavi e Brindisi – Uma história bastante diferente de Dylan Dog que tem como tema os atentados do IRA, colocando Dylan Dog como um jovem polícia, apaixonado por uma irlandesa que tem um papel bastante menos inocente do que parece;

36 – Black hammer vol.1 – Vários – Uma extraordinária história de super-heróis com narrativa de Jeff Lemire, em que os heróis são apresentados como pessoas quase comuns, com dúvidas, fragilidades e incertezas, demasiado centradas nos seus próprios dramas para verem o que os rodeia.

Novidade: Miss Marple – Um Cadáver na Biblioteca

Aproveitando a proximidade do Festival de Beja, a Arte de Autor anuncia novo lançamento!

O cadáver estrangulado de uma mulher desconhecida é descoberto ao princípio da manhã sobre o tapete da biblioteca da residência do coronel Arthur Bantry e da sua esposa Dorothy. Esta apela de imediato ao bom senso da sua amiga Jane Marple para desemaranhar uma meada ainda mais complicada do que parecia à primeira vista.

 Agatha Christie (1890-1976) conhece o sucesso desde o seu primeiro romance de mistério, O Misterioso Caso de Styles. Foi designada como a «duquesa da morte» e escreveu sessenta e seis romances, e uma centena de novelas que foram traduzidas numa centena de línguas e venderam até hoje mais de dois milhões de exemplares em todo o mundo.

Black Hammer – Vol. 1 e 2 – Jeff Lemire, Dean Ormston, Dave Stewart

Quando soube da premissa explorada por esta série pensei que poderia ser apenas mais uma história a conferir um lado humano aos super-heróis. Mas sendo Jeff Lemire avancei com a leitura. E ainda bem. É verdade que outras histórias de banda desenhada já exploraram a humanidade dos super heróis com poderes. Recordo facilmente as novas histórias da Marvel ou O Legado de Júpiter.

Se algumas histórias da Marvel apresentam heróis jovens que tentam encontrar o balanço entre a sua cultura e as novas responsabilidades, mostrando inconsistências típicas da idade, dúvidas existenciais e dificuldade em controlar os poderes, já em O Legado de Júpiter os super hérois são famosos como as estrelas pop, levando a que os mais novos apresentem os vícios dos famosos e os mais velhos se julguem perfeitos, intocáveis e superiores. O resultado, em O Legado de Júpiter, é catastrófico para a humanidade e resultada em complicadas relações familiares entre os heróis.

Mas apesar de toda esta panóplia de narrativas que se centram no lado humano dos heróis com super poderes, nenhuma consegue ser tão estranha, tão envolvente e, em simultâneo, tão disfuncional e caoticamente tão sentimental quanto Black Hammer. Sentimos o desespero, o amor, a rejeição, a demência, a força – tudo em doses brutais e arrebatoras, que acompanham as personagens imperfeitas de Lemire – imperfeitas como qualquer humano, com falhas e valências, com inseguranças, medos e sentimentos. É que Jeff Lemire não retrata os super-heróis quando estes estão no topo da sua forma. Mas velhos, cansados, derrotados e fartos de uma reclusão forçada que lhes retira todas as possibilidades de uma existência satisfatória.

O nosso grupo de super-heróis encontra-se numa vila interior dos Estados Unidos da América, mas na sua própria quinta onde tentam passar uma noção de normalidade. Mas a família começa a despertar algumas desconfianças na vizinhança, sobretudo pelas atitudes da criança que bebe, fuma e pragueja como um adulto. É que apesar do corpo de criança, esta heroína é uma senhora de sessenta anos que se transforma numa menina para desempenhar as tarefas heróicas e que agora se vê presa neste corpo, sem poder usufruir da reforma que tanto anticipava nem das poucas vantagens da idade.

Entre o robot que cuida das tarefas de casa, o alienígena homosexual que tenta estabelecer novos laços e o herói cosmonauta que viaja constantemente entre realidades, tempos e espaços (e por isso não está preso, mas demente), o grupo é disfuncional, catastrófico e depressivo. A menina não consegue ser vista como o adulto que é, causando-lhe eterna frustração e Abe com mais idade procura um novo amor na ex-mulher do xerife ciumento.

Cada membro daquele estranho grupo tem problemas pessoas nos quais se foca excessivamente, perdendo as pistas de que algo naquele local não é coerente. Será a vinda da filha de um dos heróis falecidos que perturbará o equilíbrio insano e dará início a uma sucessão de rupturas – mas onde terminarão é algo que ainda não é revelado.

Jeff Lemire tornou-se rapidamente um dos meus autores favoritos pela forma como desenvolve personagens. São personagens imperfeitas e muito humanas, que facilmente geram empatia fazendo com que os cenários mais banais possam ser explorados e se mantenha o interesse do autor (como com outros livros do autor). Não é o caso. Por detrás destas estranhas relações entre super heróis encontra-se uma trama maior, um mistério pronto a ser desvendado, que serve de ligação de toda a trama.

Os dois primeiros volumes de Black Hammer foram publicados pela Levoir em parceria com o jornal Público.

Novidade – Lazarus – Rucka, Lark, Arcas – Vol.1

O primeiro volume de Lazarus encontra-se nas livrarias! A série é lançada em Portugal pela Devir e o primeiro volume terá o preço apelativo de 9,99€ (não costumo falar de preços, mas, se não me engano, os valores praticados pela editora costumam ser um pouco superiores). Eis a sinopse e algumas páginas disponibilizadas pela editora:

Num mundo dominado pela tecnologia, o poder reside nas mãos de um pequeno número de famílias, governam aqueles que possuem vantagem científica, todos os outros são desperdício.
Forever e a espada e o escudo da família Carlyle, a sua Lazarus.
Esta é a sua história!

 

Novidade: Batman – Cavaleiro Branco – Sean Murphy

A Levoir continua a publicar em força! Depois da colecção comemorativa dos 80 anos do Batman, anuncia agora este Batman Cavaleiro Branco num volume carregado de extras (galeria de capas alternativas por Sean Murphy, design das personagens,  esboços perlimiares e biografia do autor).

Batman: Cavaleiro Branco faz parte do novo selo Black Label da DC e começou a ser publicado nos EUA em 2017, tendo sido aclamado pelo público e pela crítica especializada.

Após uma perseguição pela cidade, Batman está obcecado em capturar o Joker, e é provocado ao ponto de lhe bater e continuar batendo até o Príncipe Palhaço das Trevas perder a consciência e parar de respirar. Tudo isto acontece na presença de Robin, Batgirl, toda a polícia e com câmaras filmando. Completamente fora de si, Batman ainda lhe despeja um remédio desconhecido pela garganta abaixo.

Será que Batman passou dos limites?

Ao recuperar, Joker deixa de existir, a sua loucura simplesmente desapareceu, agora ele é Jack Napier. A imprensa está delirante, há tanta coisa a acontecer na cidade de Gotham.

Jack Napier, agora completamente são, é o novo justiceiro da cidade e leva à tona todos os problemas de Gotham City, incluindo ter como cúmplice o vigilante, favorecimento dos mais ricos, desrespeito com os mais pobres, corrupção, diz também ter sido usado por outros como bode expiatório, como por exemplo, na criação do Asilo Arkham.

Sean Murphy apresenta-nos uma cidade virada do avesso com uma grande quantidade de heróis e vilões. Quem é quem nesta história? Batman e Joker, qual o herói e qual o vilão?

Descubra-o na leitura desta história arrebatadora.

The Portuguese Portal of Fantasy and Science Fiction

Se bem repararam, o Rascunhos tem estado mais silencioso nestas últimas semanas. Tal redução de publicações deve-se ao surgir de um novo projecto que estou a coordenar conjuntamente com o Carlos Silva – o The Portuguese Portal of Fantasy and Science Fiction.

Ainda que apenas tenha sido lançado no passado Sábado, dia 11, é um projecto que fervilha desde que a sua necessidade se tornou evidente na Eurocon de Barcelona, há alguns anitos. É que, após apresentarmos vários livros, autores e iniciativas portuguesas, não tinhamos nenhum portal que pudesse dar continuidade ao interesse que se gerava pelo que é feito em Portugal.

É neste seguimento que surge, então, o portal – um esforço conjunto de mais de 20 pessoas que inclui associações e vários bloggers para divulgar tudo o que ocorre a nível nacional em várias vertentes – literatura, jogos de tabuleiro, banda desenhada, videojogos, rgp, cinema, música, teatro. E em língua inglesa para podermos dar maior visibilidade internacional!

O arranque de dia 11 trouxe artigos sobre videojogos, jogos de tabuleiro, livros (claro) e banda desenhada – mas já estão programados artigos sobre cinema, teatro, eventos e muito mais. Estamos abertos a contribuições, sugestões, ideias e muito mais – basta contactarem-nos pelo formulário que se encontra na página.

Winepunk – Nunca Mais – João Barreiros

A história de João Barreiros é, como não podia deixar de ser, apocalíptica. Tecendo uma trama intensa, carregada de elementos tecnológicos e futuristas, a história de João Barreiros é das que mais desenvolve esta possibilidade de uma realidade alternativa. Apresentam-se tramas políticas e interesses pessoais, mostram-se os novos reis do Norte que carregam esperanças e expectativas para o seu novo Reino. Mas mais do que isto, apresenta-se uma nação capaz de fazer inveja a poderosos países como os Estados Unidos da América.

A origem desta inveja está numa nova droga, proveniente de uma casa especial de uva que permite, a quem a toma, sonhar com um dos múltiplos futuros possíveis. Os sonhadores, explorados pela Monarquia do Norte , permanecem em armazéns, fechados, em armazéns, enquanto as suas consciências captam detalhes tecnológicos que permitem que a Monarquia do Norte se afirme apesar do diminuto tamanho e das dificuldades financeiras e estratégicas.

As possibilidades provenientes desta droga são de tal forma reconhecidas que não faltam espiões e tramas para conseguir roubar uns ramos desta videira – e é assim que se inicia o volume, com um homem que resolve enfrentar os enxames de abelhas especiais, bem como os morcegos explosivos que pouco hão-de deixar para que possa ser reconhecido. Este é apenas um dos vários episódios catastróficos que demonstram a usual capacidade de João Barreiros em destruir personagens e cenários de forma firme, rápida e com o máximo de prejuízo.

Entre futuros deprimentos e monstros de pensamento básico mas letal encontramos humanos decadentes e egoístas que irão desencadear uma série de eventos bombásticos. João Barreiros não poupa nada nem ninguém!

Cáustico, imaginativo e carregado de um humor negro que é muito característico ao autor, esta longa história apresenta uma trama densa e satisfatória que rapidamente se torna na melhor do antologia, tanto pelos vários elementos que cruza, como pelo desenvolvimento de personagens caricatas e pela descrição de episódios cortantes.

A antologia Winepunk foi publicada pela Editorial Divergência.

Novidade: Deadpool Mata os Clássicos – Cullen Bunn e Matteo Lolli

A G Floy anuncia um novo lançamento do Universo Marvel, trazendo, novamente, Deadpool! Neste caso, um Deadpool que promete ser particularmente devastador:

Depois de ter morto o Universo Marvel, o Mercenário Desbocado decide ir atrás dos maiores clássicos da literatura!

E o que é que as grandes personagens da história literária podem fazer para deter Deadpool? Que hipótese terão o Capitão Ahab e Moby Dick, os Três Mosqueteiros ou D. Quixote, Tom Sawyer e Sherlock Holmes, contra um mercenário mutante feroz e chateado como sei lá o quê? Para quê ler os livros deles, se podem vê-los morrer nas páginas desta banda desenhada? A literatura acaba aqui, nas páginas deste Deadpool louco!

O escritor Cullen Bunn regressa ao universo tresloucado de Deadpool, desta vez acompanhado do artista Matteo Lolli, para mais uma tentativa homicida de eliminar de uma vez por todas os grandes heróis da ficção literária!

Deadpool Mata os Clássicos é a sequela de Deadpool Mata o Universo Marvel, um dos maiores sucessos da Marvel (com mais de meio-milhão de exemplares vendidos) e uma divertida exploração do universo meta-ficcional que se tornou a especialidade do mutante mercenário, o mestre de romper a “quarta parede”! Depois de se dar conta que é uma personagem ficcional, e depois de tentar exterminar todos os heróis e vilões de todos os universos da Marvel, Deadpool percebe que se trata de um empreendimento sem fim, porque existem sempre novas histórias para contar e a inspiração vai criar novos universos de super-heróis… por isso, é preciso eliminar essa inspiração dos autores da Marvel, e exterminar todas as personagens da literatura que possam servir de inspiração para sempre!

Aviso: Não é para putos sensíveis!

 

 

 

Novidade: Terra de Lobos – Tünde Farrand

A TOPSELLER anuncia novo lançamento distópico para o mercado português:

Londres, 2050. A crise socioeconómica terminou e as políticas de incentivo ao consumismo não param de surgir.

Ser proprietário de terrenos fora da cidade é privilégio de uma elite, sendo que a restante população apenas obtém o seu Direito de Residência se o dinheiro que gastar for suficiente para alcançar um dos patamares do estatuto de Consumidor.

O envelhecimento foi abolido graças a uma nova e radical abordagem, que substitui a reforma por uma feliz eutanásia num Dignitorium, embora os mais desfavorecidos sejam deixados à sua sorte, longe da vista daqueles que efetivamente contribuem para a sociedade.

Alice é uma Consumidora Média. Depois do desaparecimento de Philip, arrisca-se a perder a casa e o seu estatuto social, começando a pôr em causa a sociedade em que foi criada e que o próprio marido ajudou a construir. Na demanda pelo paradeiro de Philip, ela acaba por descobrir algumas verdades horrendas acerca do que aconteceu à sua família no passado e da crueldade que se esconde por detrás da nova hierarquia social.

Terra de Lobos é uma poderosa visão distópica, no espírito de Black Mirror, que agradará a fãs de História de uma Serva e Nunca me Deixes.

 

 

 

 

Botanists – Projecto português no Kickstarter

Depois de On Mars de Lacerda (que está quase, quase a terminar) é a vez de outro projecto, com envolvimento português chegar ao Kickstarter – Botanists. Trata-se de um jogo abstracto ilustrado por Pedro Codeço e publicado pela Agie Games, uma pequena editora que já lançou dois jogos de cartas e se aventura agora neste novo formato com uma aposta de visual muito agradável.

À semelhança de outros jogos abstractos, Botanists possui mecanismos de construção e reconhecimento de padrões, complementados por colocação de peças, construção de colecções e diferentes poderes atribuídos aos jogadores. A participação no Kickstarter garante, aos que aderirem, uma cópia por custo inferior, bem como uma mini-expansão com 15 cartas únicas com regras diferentes do jogo base.

Curiosos? Espreitem o Kickstarter de Botanists.