A ira da Ferreirinha – Carlos Eduardo Silva – Winepunk

O segundo conto desta antologia é de Carlos Silva, o autor de ficção científica e fantástico que venceu o prémio Imaginauta com o livro Anjos, e que tem participado em várias antologias portuguesas. Aproveitando uma das figuras mais emblemáticas ao Vinho do Porto (a Dona Antónia Adelaide Ferreira que era detentora de dezenas de quintas na região do Douro) Carlos Silva confere-lhe uma aura sobrenatural associada ao próprio Vinho do Porto.

Mulher independente e destemida, gera ira ao recusar um pretendente (ou não achassem sempre os homens que nunca podem ser recusados). Esta ira dá lugar a despeito e a traição, levando a um confronto no ar e à tentativa de acabar com as enormes plantações.

Imaginativo, carregado de elementos fantásticos, este conto aproveita várias referências históricas do Vinho do Porto mas cruza-as com circunstâncias ficiconais de cariz sobrenatural, aligeirando um pouco o tom pesado do conto anterior de Joel Puga, e fazendo de Dona Antónia uma figura marcante.

A antologia Winepunk é uma publicação da Editorial Divergência que tem como premissa que a Monarquia do Norte se manteve durante  3 anos e não apenas uma semana. A antologia foi lançada no Norte de Portugal e terá o seu lançamento a Sul no próximo evento da Imaginauta, Festival Contacto.

A antologia encontra-se disponível na Editorial Divergência.

A Companhia Zero – Joel Puga – Winepunk

Depois de uma explicação do conceito por detrás de Winepunk e de uma cronologia bem pensada, a antologia abre com um conto de Joel Puga denominado A Companhia Zero. Estruturado sob a forma de cartas, este conto apresenta a visão de um soldado nas trincheiras que escreve à namorada relatando a baixa condição física e psicológica dos seus colegas, bem como as apertadas instalações em que se encontram, impossíveis de manter e de os ajudar a defender a linha de combate.

Carregado de ilustrações alusivas a uma guerra das trincheiras no Norte de Portugal, este conto consegue transmitir o ponto de vista claustrofóbico e afunilado de um soldado que não tem qualquer perspectiva sobre os acontecimentos e que é, literalmente, carne para canhão. Juntamente com os seus camaradas de trincheira, o soldado é mais um que está num destacamente frágil que poderá ser sacrificado, sem grandes considerações, pelas mais altas patentes.

A Companhia Zero apresenta-se com um bom ritmo e envolvente, marcando o tom da época. Trata-se, como seria de esperar, de um conto com algumas alusões ao tipo de confronto bélico da época, mas que acrescenta alguns elementos de ficção científica.

A antologia Winepunk é uma publicação da Editorial Divergência que tem como premissa que a Monarquia do Norte se manteve durante  3 anos e não apenas uma semana. A antologia foi lançada no Norte de Portugal e terá o seu lançamento a Sul no próximo evento da Imaginauta, Festival Contacto.

A antologia encontra-se disponível na Editorial Divergência.

Resumo de Leituras – Março de 2019 (3)

 

25 – Tony Chu – Vol. 10 – Galo de Cabidela – John Layman e Rob Guillory – Este volume apresenta desenvolvimentos que preparam a narrativa para um fecho em grande! Enquanto Poyo chega ao Inferno e faz do local um Inferno para os demónios, Tony Chu ultrapassa as birras que não o deixavam progredir e prepara-se para enfrentar os seus verdadeiros inimigos!

26 – Batman 80 anos – Vol.3 – Bloom – Scott Snyder e Greg Capullo – O terceiro volume da colecção fecha a história desenvolvida nos dois primeiros, mostrando como o verdadeiro Batman renasce das cinzas, deixando para trás a separação das suas diferentes identidades! Trata-se de um volume movimentado e visualmente impressionante onde não escapa o habitual tom negro e melancólico deste herói;

27 – Dylan Dog – O Velho que Lê – Celoni, Sclavi e Stano – Este volume abre uma nova colecção da Levoir! Para o lançamento a editora trouxe o autor, Celoni, capaz de desenhar belíssimas dedicatórias. A história é típica de Dylan Dog, cruzando elementos reais com sobrenaturais, mas destaca-se pela qualidade gráfica;

28 – The Real Town-Murders – Adam Roberts – Um crime passado num futuro pouco distante que aproveita as tecnologias possíveis e nos mostra uma luta de poderes em tal mundo – uma luta sem moral que atinge o mundo real e virtual, resultando numa história movimentada – uma boa leitura.

Assim foi: Leiriacon 2019

Este ano resolvemos ir ao Leiriacon – um evento dedicado a jogos de tabuleiro que decorre anualmente ao longo de quatro dias num resort perto da praia! Para além de existirem vários espaços para a jogatana e vários jogos disponíveis, quem vai em família pode encontrar actividades dedicadas aos mais novos, ou uma ludoteca mais especializada para as crianças! O espaço é enorme, permitindo deambular sem grandes confusões, e os quartos estão inseridos dentro do recinto do evento.

Para além do enorme espaço onde se encontram os quartos, no seguimento do evento, à entrada encontravam-se a ludoteca e o espaço de venda de jogos (novos e usados) que disponibilizavam uma oferta alargada. O espaço possuía, também, uma sala para imprensa e espaço para demonstrações dos novos jogos!

Para além da mais usual actividade neste tipo de evento (jogar, claro) existiam palestras sobre jogos de tabuleiro, bem como editoras a mostrar as próximas novidades. Não pude assistir a algumas das que planeava, mas as duas ofertas da MEBO para os próximos tempos são visualmente muito interessantes – um jogo de colocação de peças que se inspira na baixa ribeirina do Porto (de nome Porto) e um jogo que se baseia nos carrocéis para apresentar um mecanismo de jogo particular (de nome Carrocel).

Bem, e então o que jogámos afinal? Uma das nossas primeiras experiências foi o famoso Wingspan, o jogo que está agora na moda e que gerou polêmica ao lançar, na segunda edição, um número de exemplares inferior às encomendas existentes. Considerado por muitos um dos jogos de 2019 (e o ano ainda vai no início) Wingspan revelou-se interessante pelos mecanismos de encadeamento que permite gerar, bem como pelos detalhes das aves e pela qualidade dos elementos. Será, assim que possível, uma das próximas aquisições, apesar de achar que dificilmente se tornará o jogo do “meu” ano. Vamos aguardar.

Para além do Wingspan aproveitámos para jogar o Architects of the West Kingdom, fascinandos pela recente experiência com Raiders of the North. As instruções em alemão não ajudaram, mas conseguimos jogar o jogo. Apesar de ter gostado do Architects não o preferi ao Raiders (gosto muito da arte de ambos), e achamos que precisamos de uma nova jogatana para ter uma opinião mais sólida – engraçado, mas não fulcral para a minha colecção de jogos.

Cottage Garden foi o próximo escolhido – um jogo de Uwe Rosenberg, reconhecido cá em casa como o autor dos muito jogados Agrícola e Patchwork. Ainda que, em termos de mecânica base, Cottage Garden seja semelhante ao Patchwork (escolhendo-se uma peça e colocando-a num tabuleiro) possui algumas diferenças, sendo a principal, o número de jogadores – enquanto que o Patchwork só pode ser jogado por dois jogadores, o Cottage Garden possui um modo solo e pode ir até quatro.

Por outro lado, Patchwork possui a dimensão de tempo (dada pelo número casas que andamos consoante as peças escolhidas), elemento que não existe neste. Em contrapartida, o Cottage Garde possui uma forma interessante para seleccionar o sub-conjunto de escolha para cada jogador, e dois objectos que pontuam de forma diferente, com rotação de tabuleiros. Após esta jogatana encomendaram-se dois exemplares!

A noite acabou com Clank! – um dos mais conhecidos jogos de construção de baralho com elementos fantásticos que nos leva a rastejar em túneis no covil de um dragão, com o objectivo de roubarmos os seus tesouros sem o acordar! O tema está engraçado e genericamente gostei do jogo – talvez uma futura aquisião se o encontrar por um preço mais acessível.

Pelo meio houve, ainda, tempo para explorar alguns jogos mais infantis, distinguindo-se três: Merkolino, Bird Big Hunger e Galletas. O primeiro é um jogo de memória em que alguém enuncia todos os animais que foram a uma festa, tendo cada jogador que indicar quais, entre estes não foram. No segundo, acompanha-se o crescimento de pássaros que precisam de determinados alimentos para passarem cada uma das fases. No terceiro é necessário reconhecer caminhos num emaranhado de novelos!

Resumidamente, o Leiriacon será um evento ao qual pretendemos retornar! O espaço em que decorre permite usufruir dos jogos sem grande confusão (que é diluída pelas várias salas do evento) e tem, como único defeito a diminuta sinalização para algum dos quartos (gerando um autêntico quebra cabeças no primeiro dia em que o procurámos às escuras). De realçar, também, a proximidade ao mar.


A oferta de jogos é excelente e é melhorada pela enorme disponibilidade dos voluntários do evento em explicar as regras (há sempre alguém que já jogou) – regressámos com vontade de mais, com uma ludoteca aumentada e uma lista de encomendas em constante crescimento!

 

 

Novidades fantásticas em Portugal (Março de 2019)

Enquanto se aproxima o Festival Contacto carregado de actividades para todas as idades e todos os gostos fantásticos e de ficção científica (e gratuito), vamos conhecendo alguns dos lançamentos nacionais que nos esperam: Bruno Martins Soares regressa ao mercado português pela Editorial Divergência com As Crónicas de Byllard Iddo (podem ouvir a entrevista com o autor para saber mais sobre o livro), a antologia Winepunk tem o seu lançamento a sul do país (recomendadíssimo), e a próprio Imaginauta (organizadora do evento) aproveita para lançar Amadis de Gaula.

Aproveito, também, para divulgar que se encontra na fase de projecto, a possibilidade de criar um Portal de Ficção Científica e Fantasia que terá por objectivo a divulgação do trabalho que se desenvolve neste género em Portugal. Esta reunião será promovida por mim e estará aberta a todos os interessados que queiram participar (seja activamente na construção do portal, seja com ideias ou sugestões). A reunião irá decorrer durante o Contacto, no dia 06 de Abril, a partir das 11h.

Já sabemos que não vai decorrer Festival Bang! em 2019, mas o Fórum Fantástico já divulgou as suas datas para este ano (11 a 13 de Outubro) e sabemos que irá decorrer Festival Vapor, com a Editorial Divergência a abrir submissões para um Almanaque Steampunk (ver mais detalhe na página da própria editora). Estão, também, abertas as subscrições para uma nova antologia de Fantasia urbana de título Os Medos da Cidade (ver mais detalhe).

Detectámos também (graças ao Jorge Candeias e à Imaginauta) a existência de um novo programa dedicado à ficção científica e fantástico (quantos mais formos, melhor) denominado Em Busca da Fantaciência. Ainda,  o João Barreiros publicou novo conto na revista Fluir o outro, que está disponível online.

Por último, a Colecção Livro B está de volta pela E-Primatur, prometendo livros que integrarão o Plano Nacional de Leitura (espero que este detalhe torne a colecção sustentável para que se possa manter).

 

Novidade: Kick-ass – Mark Millar e John Romita Jr.

Conforme prometido pela editora, G Floy, eis mais um livro de Mark Millar lançado no mercado português! Abaixo, mais informação sobre este volume:

MESMO ser um super-herói? Dave Lizewski queria ser um super-herói, não queria ser banqueiro ou cozinhar hambúrgueres ou estudar direito. Queria ser SUPER-HERÓI, e ao contrário de vocês, decidiu que ia tomar o seu destino nas mãos, e seguir o seu sonho! E um fato de mergulho e uma máscara depois, a cidade começou a reparar no seu novo super-herói… KICK-ASS!

 

Mas agora, à medida que a moda dos super-heróis alastra pela cidade e pelas redes sociais, e que aparecem cada vez mais aventureiros mascarados, a realidade vai apanhar Dave Lizewski e exigir-lhe que demonstre a coragem que um super-herói tem de ter, mesmo que isso signifique chegar atrasado às aulas e desapontar o seu pai.

O livro que deu origem ao filme de sucesso!

O enorme sucesso desta série de comics levou a que fosse rapidamente adaptada ao cinema, num filme de Matthew Vaaghn, que aliás originou uma colaboração entre o realizador e o escritor que duraria até hoje, com mais filmes, incluindo sequelas de Kick-Ass e os filmes da série Serviço Secreto. Kick-Ass continua a ser uma das séries de maior sucesso de Millar, e junta-se à mão cheia de títulos que escreveu de super-heróis (e desconstrução de super-heróis!) e que se tornaram clássicos do género: Super-Homem: Herança Vermelha (Superman: Red Son), Guerra Civil, Os Supremos (The Ultimates), Velho Logan, e a sua mais recente série O Legado de Júpiter (editada pela G. Floy, com arte de Frank Quitely).

Uma história de super-heróis num mundo real, que se tornou famosa pelo nível de violência que mostra, e por explorar sem hesitações as consequências dessa violência.

 

 

 

 

Novidade: Sabrina – Nick Drnaso

No próximo dia 04 de Abril a Porto Editora lança Sabrina. Eis mais informação sobre este lançamento

A Porto Editora publica a 4 de abril Sabrina, a novela gráfica que veio estabelecer um marco na história deste género literário: foi a primeira a ser selecionada para o Booker Prize e tem sido consensualmente aclamada como uma das mais empolgantes e comoventes narrativas dos últimos anos.

Escrita e desenhada pelo jovem cartoonista americano Nick Drnaso, esta é uma «reflexão em vinhetas sobre o crescente canibalismo digital» (El País), uma fábula da era moderna sobre a fragilidade crescente das relações e sobre a forma como as interações através de ecrãs alimentam a falta de sentido de responsabilidade e a ameaça das fake news.

Fábula dos tempos modernos, marcada por uma ansiedade no limite da paranoia e onde um rastilho de fake news, teorias da conspiração e muita especulação anuncia uma explosão iminente, este é um livro sobre aqueles que são apanhados pelos destroços de uma tragédia, que tem algo a dizer sobre o modo como vivemos e que promete desinquietar quem o ler.

 

The Real-Town Murders – Adam Roberts

A ideia que dá origem ao mundo de The Real-Town Murders não é original – um mundo em que existe uma realidade virtual na qual os seres humanos preferem passar a maioria do seu tempo consciente, presos à realidade apenas pelos seus corpos físicos que não podem deixar corromper. O elemento original desta história é o que faz mover a narrativa, um crime de resolução quase impossível em que um corpo se materializa no interior de um carro numa fábrica, um crime que esconde perigosos segredos e que levam a detective a temer pela vida.

Alma é uma detective no mundo real que vai aceitando pequenos trabalhos para se poder sustentar, a si e à sua companheira que foi infectada por um vírus personalizado que obriga a que Alma efectue um procedimento médico de quatro em quatro horas. Este procedimento nem sempre é o mesmo, e depende de uma série de parâmetros que Alma tem de analisar em pouco tempo, ou a companheira sucumbirá à doença que a impede de se ligar ao mundo virtual e que transformou o seu corpo numa imensidão impossível de deslocar.

Com as finanças comprometidas, Alma é chamada a uma fábrica de automóveis para descobrir como terá surgido o corpo no interior de um carro acabado de montar, sendo que, nem as câmaras nem a inteligência artificial que supervisiona a montangem, possuem qualquer pista de como terá sido transportado o corpo. Alma procura então a ambulância que transportou o corpo por forma a descobrir o estado em que este se encontrava, mas é aqui que começam as dificuldades – a enfermeira de serviço encontra-se de baixa e as poucas pistas que obtém valem-lhe uma ameaça.

Alma decide afastar-se do caso – mas as várias facções associadas ao aparecimento do cadáver irão pressioná-la, afastá-la da companheira ou incentivá-la das piores formas possíveis. Rapidamente a detective se vê num rodopio de assassinatos e teorias da conspiração – tudo isto num mundo tecnologicamente avançado, onde as várias técnicas de vigilância dificultam as fugas e a própria polícia possui motivações dúbias.

O resultado é um livro movimentado que aproveita a tecnologia que poderá existir num futuro próximo, para construir uma narrativa acelerada carregada de conspirações, investigações e reviravoltas. A premissa é bem utilizada, caracterizando um mundo negro quase cyberpunk, onde as novas fontes de poder político colidem com as antigas e diversos interesses se sobrepõem enquanto as multidões vivem fascinadas num mundo artificial e quase perfeito. Este possível futuro é envolvente e sonhador, mas facilmente se pode transformar em decadência humana e corrupção.

The Real-Town Murders é uma história de leitura compulsiva que possui alguns elementos interessantes em que se questionam vários dos avanços tecnológicos mas sem grande profundidade psicológica – nem se pretende.

Novidade: Batman 80 anos – Vol.6 – Ícaro

A colecção comemorativa dos 80 anos do Batman, publicada pela Levoir em parceria com o jornal Público, lança esta semana o sexto volume:

Na Colecção Batman 80 anos, muita da beleza das histórias está na arte, esta semana a cargo do argumentista Francis Manapul e do colorista Brian Buccellato, que entram em cena como os novos “contadores de histórias”. Manapul tem um estilo maravilhoso, que é ao mesmo tempo simples e incrivelmente detalhado, Buccellato dá à história cores exuberantes, tornando-a uma das mais belas desta colecção.

A revista Detective Comics da era Novos 52 volta a estar em destaque com a publicação no próximo dia 28 de Ícaro, o primeiro arco de histórias da dupla Francis Manapul/Brian Bucellato na mais antiga revista do Cavaleiro das Trevas.

Quando Elena Aguila é assassinada à porta da Mansão Wayne, Bruce vê-se no centro da investigação do detective Bullock.  Batman, o Maior Detective do Mundo, tem de investigar um caso que envolve uma nova, letal e misteriosa droga, que está a devastar as ruas da Gotham. Uma droga chamada Ícaro que, tal como o personagem mitológico que lhe dá nome, que morreu por se aproximar demasiado do Sol, tem o desagradável efeito secundário de provocar a combustão espontânea de quem a consome. Mas essa droga não é o único desafio que Batman tem de enfrentar, pois entre os seus opositores nesta história estão vários políticos corruptos, grupos criminosos rivais e… uma lula gigante. O grande confronto desta história acaba por ser entre dois detectives: Batman e o tenente Harvey Bullock que, com o comissário Gordon na prisão — na sequência dos eventos da série Batman: Eternal, que envolveu todas as personagens do universo da série Batman — assume aqui um protagonismo pouco habitual, sendo a sua interacção com o Batman um dos pontos altos da história.

Novidade: Colecção definitiva do Homem-Aranha

Já começou a nova colecção da Salvat que pretende reunir as histórias mais significativas do super-herói Homem-aranha. Esta colecção terá uma periodicidade quinzenal e estará em português do Brasil, com capa dura e com uma boa qualidade gráfica. Os dois primeiros volumes terão preço promocional, custando, respectivamente, 2,99€ e 6,99€. Eis mais informação sobre a colecção:

A Salvat inicia esta semana a distribuição do primeiro volume de uma coleção dedicada a um dos maiores super-heróis da Marvel. Previamente lançada no Brasil, esta coleção chega agora ao nosso país (na versão editada em português do Brasil), em distribuição em bancas quinzenal, no total dos 40 volumes que a compõem.

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades!” Retirada da última página da primeira

aparição do Aranha em Amazing Fantasy #15, esta simples frase tem sido um mantra pessoal de Peter Parker há mais de 50 anos. Brilhante na sua simplicidade, ela é uma verdade universal que qualquer pessoa pode entender, e apenas uma das muitas razões pelas quais o Homem-Aranha é o super-herói número 1 do mundo!

Apesar do seu sucesso global, o Aranha teve um início muito humilde. O editor e escritor Stan Lee teve de inserir a sua primeira aparição à socapa no último número de uma revista antológica que seria cancelada porque o editor da Marvel sentia que a aracnofobia normal nos leitores os afastaria do título! Para sua sorte, Stan provou que estava certo, e sua maior criação, em parceria com o desenhador Steve Ditko, tornou-se um sucesso. E o resto é história – uma história emocionante, repleta de ação, ao mesmo tempo trágica e divertida, que os leitores irão descobrir no decorrer desta coleção!

Os primeiros dois volumes desta coleção serão distribuídos a preços promocionais, e além disso, haverá um conjunto de brindes e ofertas para os fãs que decidirem assinar a revista.

O primeiro volume em bancas é Caído entre os Mortos, do escritor Mark Millar e do desenhador Terry Dodson, uma saga originalmente publicada na revista Marvel Knights, um título menos juvenil e famoso por levar os heróis da Marvel ao seu limite. O segundo volume intitula-se Perceções, e faz parte da já mítica saga criada por Todd McFarlane nos anos 90, numa história em que o Cabeça de Teia se junta ao mutante das garras, Wolverine!

Para mais informações podem consultar a página oficial da colecção.

Senlin Ascends – The books of Babel Vol.1 – Josiah Bancroft

Em Senlin Ascends inicia-se uma tetralogia fantástica, com traços de ficção científica, que se centra numa construção que marca este mundo imaginário – a Torre de Babel. Construção gigantesca que comporta reinos infindáveis e quase impossível de mapear, a Torre de Babel inspira a economia dos que a rodeiam, bem como os sonhos de grandiosidade da humanidade.

Senlin é um dos homens que sonha com a Torre de Babel e que resolve visitar a Torre.Professor austero, aproveita a Lua de Mel e leva a esposa, alguns pertences e uma enorme expectativa em conhecer o exponente máximo da tecnologia e da cultura, pensando que, sob a sua sombra, se encontra o pico da civilização e da educação.

Não demora muito até se aperceber que a Torre é bastante diferente do que tinha pensado: rapidamente perde a mulher no enorme mercado, é enganado e roubado. Depois de alguns dias em busca da esposa, resolve procurá-la dentro da Torre mas a situação não mostra sinais de melhorar: os primeiros passos fazem-se por uma passagem pouco glamorosa e claustrofóbica que o levam a ser novamente enganado e roubado.

A partir daqui Senlin explora os níveis seguintes, sendo que a passagem para o seguinte é uma aventura de elementos aparentemente idiotas. No primeiro cada novo visitante é integrado num palco sem público onde deve realizar determinado papel mesmo que coloque em risco a sua própria vida. Quem não cumprir com as regras é marcado e expulso, existindo diferentes castigos consoante o número de expulsões.

Já no segundo nível, a boa vida de uma cidade com dezenas de hóteis e bares pode levar à ruína financeira de qualquer um e, consequentemente, à sua condenação a trabalhos forçados. Esta cidade é controlada por um déspota sanguinário, cujo poder se estende a vários níveis. No terceiro Senlin encontra uma cidade portuária na qual é forçado a ter um papel de grande responsabilidade mas, sendo um fugitivo procurado da cidade anterior, não terá descanso.

Senlin ascends centra-se demasiado numa única personagem – uma personagem que, nas primeiras aventuras continua a ser um homem ingénuo, incapaz de percepcionar a dureza da vida da torre e que, por isso, não se adapta. Será necessário assistir a injustiças provenientes de fontes supostamente oficiais para perceber que, na Torre, não são os honestos que vencem na vida. Será necessário ter notícias da actual situação da esposa para se revoltar, tomar novo fôlego e aprender a manobrar os que o rodeiam, sem largar os seus limites morais.

Este demasiado centralismo numa única personagem que, no início, é fraca e pouco interessante, torna os primeiros momentos do livro pouco envolventes. Com o prosseguir das páginas a personagem ganha calo face às inusitadas e violentas situações que o atingem e consegue estabelecer algumas alianças interessantes que melhoram a dimensão das personagens na história. Outro defeito na caracterização é a forte perspectiva inicial das mulheres como indefesas e necessitadas de protecção masculina – perspectiva que evolui nas páginas finais do livro, pelo menos para algumas personagens femininas.

Desconsiderando a lenta entrada na narrativa, Senlin Ascends revelou-se uma boa leitura com elementos curiosos em cada um dos níveis apresentados – elementos que fazem parte de um puzzle maior, de uma engranagem de difícil percepção que lentamente se revela. Ainda que a narrativa pareça de fantasia, as várias engrenagens que vão sendo expostas fazem resvalar Senlin Ascends para um Steampunk soft, que terá de ser confirmado nos volumes seguintes. Decerto irei ler os próximos volumes num futuro próximo!

Jogos de tabuleiro de Ficção científica (1)

Começo por apresentar dois jogos leves, rápidos e portáteis, a par com um mais pesado (e, diria, mais voltado para jogadores experientes), mas que possuem, em comum, os temas de ficção científica, combinando, dessa forma, dois dos temas deste Rascunhos: ficção científica e jogos de tabuleiro.

Star Realms

Star Realms é um jogo de cartas rápido e fácil de aprender que possui uma combinação de mecânicas de construção de baralho (deck building), gestão de mão (hand management) e compra de cartas de um conjunto disponível (card drafting).

De uma forma simplista, o jogo tem como objectivo a destruição do Império adversário sem que o nosso seja destruído. Para tal vamos construindo naves e bases, combinando poderes e infligindo dano no Império adversário enquanto tentamos impôr barreiras para que não sejamos destruídos.

Visualmente trata-se de um jogo agradável que aproveita o tema de forma simplista, sem grande imersão, mas que ganha adesão pela simplicidade de regras e de símbolos, pela portabilidade e pela rapidez de jogo.

Tiny Epic Galaxies

O primeiro do que haveria de se tornar uma colecção de Tiny Epic, tem como tema o desenvolvimento de um Império, construído com a movimentação de naves e o rolar de dados a cada turno. Tal como o anterior é um jogo simples, de jogadas rápidas e bastante portátil mas que tem um elemento pouco comum que permite retirar os tempos mortos entre cada turno, permitindo que um jogador siga a acção de outro.

Ainda que tenha como tema um Império Galáctico, o aproveitamento do tema é sobretudo visual, apesar de ter naves que podem manter-se em órbita ou aterrar num planeta, sendo que cada planeta confere capacidades diferntes.

Terraforming Mars

Dos jogos apresentados hoje, este é aquele que mais usa a premissa para intergar as várias mecânicas. O objectivo do jogo é, como o nome indica, transformar Marte para que possa sustentar vida terrestre, objectivo que é atingido aumentando a temperatura, o nível de oxigénio e a água líquida no planeta.

Cada jogador vai adquirindo e jogando cartas que permitem aumentar a produção de dinheiro, plantas, minério, temperatura e energia (de uma forma simplista), elementos que podem ser transformados em cada um dos três elementos (temperatura, oxigénio ou colocação de peças que correspondem a água líquida). Existem, ainda, cartas que permitem a construção de indústrias e de cidades, aumentando a rapidez com que se consegue transformar Marte num planeta habitável para a vida terrestre.

Para além da lógica envolvente em terratransformar Marte, destacam-se as descrições das cartas, algumas mais inventivas do que outras, mas bastantes com alguma lógica científica – se na literatura de ficção científica se fala, várias vezes, de terratransformar vários planetas, no jogo pode-se explorar esta componente, evoluindo um planeta de diversas formas.

Batman 80 anos – Vol.2 – Peso Pesado

O Batman morreu! A batalha que fechou o volume anterior parece fechar o duo herói-vilão, mas a necessidade de um herói persiste na cidade de Gotham – outros vilões surgem, não dando tréguas à cidade. Cria-se, assim, um novo Batman, controlado pelas autoridades que terá um papel semelhante mas que só poderá agir dentro dos limites da lei!

O verdadeiro Batman pode ter morrido, mas não Bruce Wayne que recupera a vida que poderia ter tido sem as desgraças que o marcaram. Sem o peso emocional e psicológico da morte dos pais, Bruce dedica-se a ajudar os outros, mas de forma mais próxima e envolvente, conseguindo estabelecer relacionamentos com os que o rodeiam.

Se o volume anterior parece obcecado pela imortalidade e pela regeneração física, este volume é mercado pela identidade e pela regeneração psicológica, questionando as bases do super-herói Batman. Quais os factores determinantes para o surgir de Batman? Ainda que o intenso treino físico e de raciocínio tenham permitido desenvolver as capacidades do herói, foram os eventos traumáticos durante a infância que o transformam numa figura incapaz de estabelecer relações pessoais e lhe dão o foco que precisa para vigiar Gotham.

Esta exploração da identidade de Batman é efectuada de duas formas distintas. Se, por um lado, o homem por detrás da máscara perdeu todas as memórias fundamentais para se assumir como Batman, sendo apenas Bruce Wayne; por outro, um outro homem tenta vestir o fato do super-herói e precisa de ser algo mais do que uma ferramenta do governo, explorando a figura anterior para perceber como conseguir ser um verdadeiro Batman.

Apresentando um vilão peculiar, este segundo volume da série dos 80 anos Batman consegue ser menos pesado do que o primeiro, constituindo um volume de transicção, mais pausado e introspectivo, apesar dos grandes momentos de acção. Batman é uma figura complexa que aqui se fragmenta, levando a um momento de redefinição e de suspensão da personagem.

A série comemorativa dos 80 anos do Batman é publicada pela Levoir em parceria com o jornal Público.

 

Resumo de Leituras – Março de 2019 (2)

21 – The Collected Toppi – Vol.1 – Este volume reúne uma série de histórias curtas do autor que utilizam elementos mitológicos para apresentar belíssimas imagens que se destacam, como é usual neste autor, pelo uso de diversos padrões para construir texturas e ambientes. Visualmente fascinante.

22 – Southern Bastards – Vol.4 – Tê-los no sítio – Jason Aaron e Jason Latour – A história prossegue mostrando como, naquela pequena cidade, as coisas estão a dar para o torto. A violência escala enquanto se faz tudo por tudo para conseguir manter a equipa local de futebol num bom lugar – algo quase impossível agora que falta uma peça fundamental.  Paralelamente, a filha de Tubb chega à cidade, pronta para vingar o pai;

23 – Indeh – Ethan Hawke e Greg Ruth –  Indeh conta a história dos Apache pela perspectiva dos índios, mostrando como, ao invés de bárbaros frios e carniceiros, foram sucessivamente traídos pelo homem branco;

24 – Batman 80 Anos – Vol.2 – Peso Pesado – Scott Snyder e Greg Capullo – Neste volume exploram-se os elementos que levaram ao desenvolvimento de Batman enquanto herói, mostrando o homem que Bruce poderia ter sido, e comooutro homem se pode transformar em Batman. É um volume de exploração psicológica da personagem

East of West – Vol.6 – Hickman e Dragotta

Depois de um quinto volume que posiciona algumas personagens para um desenlace futuro, este sexto resolve fechar algumas tensões e algumas histórias, eliminando personagens e facções numa antecipação da destruição massiva que está por vir.  Com vários episódios de brutais batalhas, mas também com vários momentos mais pausados, este volume retoma o fôlego da série e prepara o final.

Entre as várias personagens que seguimos há quem se queira assumir como profeta num papel de liderança suprema sob diversas entidades poderosas. Tal aspirante a profeta não compreende que apesar das provas (que acha de carácter absoluto) estas entidades são autónomas e desafiadoras para que tal possa acontecer com sucesso de forma pacífica e complacente. Não é, assim, de estranhar, que este momento de elevada tensão seja resolvido violentamente, com a morte de meros mortais e de entidades mais poderosas.

Paralelamente, O Cavaleiro do Apocalipse, Morte, continua à procura do filho, contratando, para isso, o dono de um café que possui agentes por todo o mundo. O negócio não corre como esperado devido a quezílias mais antigas e O Cavaleiro continua a busca com um olho a mais, enquanto vários mercenários procuram o rapaz com outras intenções.

Visualmente, esta série continua a ser excelente, cruzando elementos grosseiros de fantástico de horror com elementos futuristas de ficção científica. A tecnologia desenvolvida convive com monstros inimagináveis numa história carregada de episódios violentos, traições políticas e amores perdidos e o resultado é arrebatador.

Jogos ao Sábado: Cardslab – Países

Cardslab Países é muito mais do que um jogo de cartas – é um jogo educativo sobre geografia que, mais do que questionar os nossos conhecimentos, permite adquirir novos, sobre qualquer país ou continente. Cada país está reflectido numa carta que contém informação como o continente em que se encontra, a bandeira, o ano de independência, a população, a área (em km2), a esperança média de vida (anos), o PIB ou o Índice de desenvolvimento urbano.

Estas cartas e as características dos países vão sendo usadas de formas diferentes nas diversas fases de jogo, fazendo com que se realcem diferentes parte das cartas. Nas missões tentamos juntar conjuntos de países de acordo com os critérios indicados (ganhando acções de bónus), nos combates comparamos características dos países e nas questões temos de responder a capital, indicar a bandeira na carta de bandeiras, ou indicar a localização geográfica no tabuleiro de continentes.

Para além das diferentes fases que permitem explorar diferentes vertentes geográficas (não necessitando, para a maioria, de conhecimento prévio), o jogo permite adaptar a dificuldade e possui diferentes modos como jogo por equipas ou partilha de missões (para saberem como jogar, aconselho visualizarem o esquema da editora na parte de trás da caixa, bem como do livro de regras).

Em termos de mecânicas é diverso e movimentado, sem momentos parados, ainda que falte um mecanismo de recuperação – um jogador que tenha perdido muitos países dificilmente cumpre missões, logo não adquire as cartas de bónus que conferem vantagens interessantes para todas as fases de jogo.

Visualmente agradável, Cardslab Países é um jogo portátil que pode ser adaptado para vários níveis de aprendizagem e que permite adquirir conhecimentos de geografia a vários níveis. Os componentes são de boa qualidade, sendo o elemento mais fraco o cartão da própria caixa.  O resultado é um jogo interessante para envolver os mais novos, mas que também se torna desafiante para os adultos.

The Collected Toppi – The Enchanted World – Volume 1

Desde o lançamento de Sharaz De na colecção Novela Gráfica que Toppi se tornou um dos artistas mais procurados cá em casa! Depois esse volume comprei obras de Toppi em francês e, até, em italiano – mas não consegui resistir a este volume em inglês que reúne várias histórias curtas do autor.

O tom narrativo é o que já conhecemos de Sharaz De, apresentando pequenos mitos ou lendas transformadas, com pequenos twists maldosos onde as figuras mágicas raramente são complacentes ou bondosas, utilizando as suas habilidades com originalidade.

São várias as mitologias que dão origem aos vários contos, mostrando, ora, o cruzar de tempos mais modernos com as figuras tradicionais fantásticas, ora o contacto entre diferentes civilizações. Independentemente da mitologia que origina a história, as figuras fantásticas possuem uma lógica própria e raramente bondosa para com os seres humanos.

Mas o que fascina neste volume é mesmo o aspecto gráfico. Toppi tece paisagens e pessoas torneando diferentes padrões que conferem uma textura e dimensão peculiar às imagens. O resultado mesmeriza o leitor, fazendo com que cada página seja saboreada e não apenas lida.

Novidade: Seca – Jarrod Shusterman e Neal Shusterman

A Saída de Emergência anuncia novo livro de ficção científica – com uma história que esperemos que se mantenha como ficção científica!

Quando a seca atinge proporções catastróficas, há decisões que não podem esperar.

A seca já dura há muito tempo na Califórnia. E a vida da população tornou-se uma interminável lista de proibições: proibido regar a relva, proibido encher a piscina, proibido lavar o carro ou tomar duches longos.
Até que as torneiras secam de vez.
E é assim que, de repente, o tranquilo bairro onde Alyssa Morrow vive se transforma numa zona de guerra, onde vizinhos e famílias, outrora solidários, se digladiam em busca de água. Quando os pais da jovem não regressam e a sua vida é ameaçada, Alyssa tem de tomar decisões impossíveis se quiser sobreviver. Um thriller fantástico que pode acontecer ainda no nosso tempo… e na nossa rua.

 

 

 

Novidade: Batman 80 anos – Gothtópia

O quarto volume da série Batman, comemorativa dos 80 anos da personagem, é lançado nas bancas hoje. A colecção é publicada pela Levoir em parceria com o jornal Público:

Gotham é a cidade ideal, a mais segura e feliz do mundo, em que os heróis são celebrados por todo o lado, ali todos são o que querem ser e os sonhos tornam-se realidade. Um lugar quase utópico, onde tudo é perfeito e o índice de criminalidade é praticamente nulo. Batman e os seus luminosos companheiros justiceiros quase que erradicaram toda a ameaça criminal da cidade.

Nesta Gotham luminosa e utópica, os heróis e os vilões que conhecemos surgem em versões ligeiramente diferentes, o que possibilitou ao desenhador Jason Fabok exercitar a sua criatividade, na criação da versão luminosa da bat-família e da sua galeria de vilões, com destaque para a Hera Venenosa e o Espantalho, que estão no centro das histórias e cuja densidade psicológica é bem explorada pelo escritor.

Tudo parece fantástico, mas algo falha. Algo não encaixa, e isso não passa despercebido ao maior detective do mundo, para quem encontrar pistas sobre isso é só questão de tempo.

Batman é um vigilante universalmente adorado, vestido com o seu brilhante fato de Cavaleiro da Luz, e a sua companheira – e amante – não é outra senão Selina Kyle, a Catwoman, que aqui veste um uniforme novo que é um compromisso entre o  traje  de Robin e o da própria Catwoman, e dá pelo nome de Asa Felina. Quem terá criado esta versão alternativa do mundo do Cavaleiro das Trevas? E com que propósito?