The Portuguese Portal of Fantasy and Science Fiction

Se bem repararam, o Rascunhos tem estado mais silencioso nestas últimas semanas. Tal redução de publicações deve-se ao surgir de um novo projecto que estou a coordenar conjuntamente com o Carlos Silva – o The Portuguese Portal of Fantasy and Science Fiction.

Ainda que apenas tenha sido lançado no passado Sábado, dia 11, é um projecto que fervilha desde que a sua necessidade se tornou evidente na Eurocon de Barcelona, há alguns anitos. É que, após apresentarmos vários livros, autores e iniciativas portuguesas, não tinhamos nenhum portal que pudesse dar continuidade ao interesse que se gerava pelo que é feito em Portugal.

É neste seguimento que surge, então, o portal – um esforço conjunto de mais de 20 pessoas que inclui associações e vários bloggers para divulgar tudo o que ocorre a nível nacional em várias vertentes – literatura, jogos de tabuleiro, banda desenhada, videojogos, rgp, cinema, música, teatro. E em língua inglesa para podermos dar maior visibilidade internacional!

O arranque de dia 11 trouxe artigos sobre videojogos, jogos de tabuleiro, livros (claro) e banda desenhada – mas já estão programados artigos sobre cinema, teatro, eventos e muito mais. Estamos abertos a contribuições, sugestões, ideias e muito mais – basta contactarem-nos pelo formulário que se encontra na página.

FIL – Outlet, Bagageira e outras coisas

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As feiras marcadas para este fim-de-semana há muito tempo que estão agendadas e publicitadas – lembro-me de receber avisos há cerca de um mês, por e-mail. Quando lá cheguei a primeira surpresa até foi agradável – o preço do bilhete era bastante inferior ao indicado e incluia entrada para as três feiras a decorrer.

Depois da entrada veio a desilusão – em qualquer dos pavilhões notavam-se os espaços vazios e desocupados em que cheguei a pensar – porque não juntaram tudo num único? Sempre dava uma sensação de menor abandono. De resto, notavam-se alguns espaços fora do contexto o que não beneficiou a sensação de vazio.

Comecemos pela Bagageira. O espaço estava bastante ocupado pelos carros da ACP, restando apenas espaço para meia dúzia de vendedores com velharias várias. Pouco ou nada vi de interessante nesta zona, que facilmente é ultrapassada pela feira do Príncipe Real, quer em quantidade, quer em variedade.

Se houve fábricas a levar restos de colecção para a feira de Outlet, pouco se reparou. Havia uns três espaços com sapatos que não se realçavam pela variedade e vários espaços para a roupa, que não despertava interesse suficiente para parar e ver melhor. Ficaram-me na memória um espaço com jogos para consola e PC, meia dúzia de espaços com bijuteria e uma secção de comidas bem composta.

De resto, a maioria do espaço ocupado, estava-o graças a uma pista de neve para crianças, um pavilhão enorme da Leya, uma secção para a polícia, para o centro de emprego da Amadora e várias, mas mesmo várias, instituições a pedir contribuições. Já agora, o pavilhão enorme da Leya tinha bastante espaço para autores (muito mais do que para livros), mas não me recordo de ter sido publicitada a presença dos autores nesta feira.

Modas 2.0

Já que frequentemente o blog é encontrado usando a palavra “Modas”, devido a este tópico, bem… porque não dizer o que acho do assunto…  

A palavra Moda hoje em dia, parece não abranger só o nosso vestuário, como outros aspectos do quotidiano – o desporto, a alimentação, a profissão, a leitura… Definindo aspectos tão diferentes, é frequentemente usada como modo de selecção na inserção social e método de afirmação pessoal nos jovens; a moda é também usada como padrão para demonstrar o estatuto social, e definir o género de pessoa que se pretende ser.

Assim, a definição de moda é algo que afecta tudo e todos, não só pela vigente pressão social em ser igual aos outros, como por fornecer um modo preguiçoso daquilo que devemos pensar.

É mais fácil seguir tendências, vestir e gostar do que todos gostam, ver os filmes que todos vêm, ler o que todos lêm; mas não só. Trata-se também de pensar da mesma maneira como todos pensam, ou fazer por isso. Trata-se de ter as opiniões que é suposto ter, de nunca pensar pela própria cabeça.

E, sinceramente, não entendo o fascíncio da maioria pela moda. Que me interessa a mim o que a Maria veste?? Vou a uma loja e compro aquilo com o que me sentir bem, não aquilo que é suposto. Leio o que me apetece, e sim, expresso as opiniões que me derem na moina. O vestido que disse ser feio está na moda? Paciência. Não é por estar na moda que vou achá-lo bonito, e embora considere que o nosso conceito de beleza varie de época para época, actualmente parece dar-se valor por coisas que assassinem o nosso padrão porque… está… na MODA.